terça-feira, fevereiro 18, 2014

O "impacto" da sucessão

O ex-presidente da Assembleia Municipal de Ulóngwè, na província de Tete, Basílio Banda, recusou-se a entregar a viatura, de marca Toyota Prado, matrícula TT- 23-42, pertencente ao Conselho Municipal de Ulóngwè, que lhe foi entregue durante o seu mandato de cinco anos.
Com a tomada de posse dos novos órgãos autárquicos eleitos, os anteriores edis e presidentes das assembleias municipais devem devolver os meios afectos para exercício das suas funções. Nas suas próprias palavras, e visivelmente agastado, Banda tem a seguinte justificação: “trabalhei durante cinco anos para este município, hoje saí, querem levar-me o carro, podem comprar outra viatura se quiserem entregar ao novo presidente", disse Basílio Banda a imprensa. Com a crispação entre o conselho municipal e o ex-presidente da assembleia municipal, este último a não querer entregar a viatura ao novo presidente eleito, Isabel Ngonzaga, chamou-se a Polícia.  Só com a intervenção policial é que se conseguiu “arrancar” a viatura. Mas Banda ficou com uma chave. Não aceitou entregar as duas e fez uma tremenda confusão.  "Conseguimos tirar a viatura com a intervenção da Polícia. Não foi fácil, mesmo assim o senhor Basílio Banda ficou com uma chave, mas isso, para nós, não é importante", disse Armando Júlio, novo presidente do conselho municipal de Ulóngwè . (J. Pantie)

Inverdades do "Chefe"


Um antigo oficial da Renamo, capitão Jaime Andissene, acusa Afonso Dhlakama de escamotear a verdade sobre a desmobilização dos ex-guerrilheiros bem como sobre o acesso ao subsídio pago pelo Governo no quadro da implementação do Estatuto do Combatente. Jaime Andissene, capturado em meados do mês passado na região de Chirutso, localidade de Mavume, distrito de Funhalouro, em Inhambane, disse que os ataques armados perpetrados pelos antigos guerrilheiros são ordenados pelos cabecilhas da Renamo alegadamente para pressionar o Governo a pagar as promessas feitas pelo líder da “perdiz” aos guerrilheiros não desmobilizados depois do Acordo Geral de Paz e que receberam ordens para guarnecer nos últimos vinte anos a base de Marínguè, considerada quartel-general da Renamo, bem como outras bases na província de Sofala. A título de exemplo, Andissene explicou que foi levado contra a sua vontade em sua casa no distrito de Báruè, província de Manica, em princípios de Dezembro passado, para viajar até à cidade de Maputo na companhia de outros antigos guerrilheiros para assinar documentos constantes no seu processo submetido para aceder aos subsídios.ENTRETANTO, a Polícia da República de Moçambique (PRM) garante que os homens armados da Renamo, já abandonaram completamente a província de Inhambane, um dos locais onde vinham provocando actos de instabilidade.Trata-se de homens da Renamo que, segundo a edição de hoje do jornal “Notícias”, no dia 17 de Dezembro passado retornaram ao seu antigo acampamento em Catine, na planície de Tsiguive, posto administrativo de Pembe, no distrito de Homoíne.O comandante da PRM em Inhambane, Raul Ossufo Omar, assevera que aquela província está livre dos homens armados da Renamo, que tinham como plano lançar ofensivas militares em toda a região sul do país a partir de Catine, na sua antiga base regional.“As Forças de Defesa e Segurança, com grande participação das comunidades, já fizeram limpeza na floresta e não há vestígios de existência de homens armados da Renamo na província de Inhambane. A vida voltou à normalidade, as escolas estão a funcionar, os professores e técnicos da Saúde estão a desempenhar as suas actividades normalmente, as populações que tinham abandonado as suas zonas de origem em Catine e Pembe, no distrito de Homoíne, e em Pululo “A” e “B”, em Funhalouro, já estão a retornar às suas casas para começar as colheitas da sua produção agrícola”, disse Omar, citado pelo “Notícias”.Desde Abril do ano passado, Moçambique vive um clima de tensão político militar, caracterizado por confrontos entre as Forças de Defesa e Segurança (FDS) e homens armados da Renamo, cujo saldo são várias dezenas de mortos. Até finais do ano passado, o principal palco desses confrontos era
a província de Sofala, centro do país, onde a Renamo possuía diversas bases. Contudo, em Janeiro último, os homens de Afonso Dhlakama intensificaram a sua presença em Inhambane, provocando a fuga generalizada da população em Homoíne, particularmente nas localidades de Fanha-Fanha e Pembe, para procurar refúgio seguro na vila sede do distrito.Volvidos alguns dias, houve outros confrontos entre as FDS e os homens da Renamo, que se espalharam para outros distritos da província, tendo em alguns casos saqueado bens em estabelecimentos comerciais.Segundo o “Notícias”, os homens armados da Renamo abandonaram Catine em debandada, escorraçados pelas FDS, e espelharam-se pela floresta em pequenos grupos, avançando em direcção ao Save, em busca da saída para Gorongosa, Sofala, onde se acredita ser a sua origem.O Comandante Provincial da PRM explicou que as operações realizadas resultaram na captura de oito homens armados, bem como a detenção de 95 pessoas suspeitas de ter ligação com a presença destes homens em Inhambane.“Apertámos o cerco com o objectivo de estancar qualquer tentativa de penetração de homens armados. As Forças de Defesa e Segurança tomaram posições e estão a fazer movimentações regulares em todos os pontos da província. A base foi tomada pelas nossas forças e tudo está sob controlo das autoridades”, referiu a fonte.

segunda-feira, fevereiro 17, 2014

Brevemente, voltarei a capital

O líder da Renamo, ate agora o maior partido de oposicao em Mocambique, Afonso Dhlakama, diz que conta sair em breve do esconderijo onde se encontra desde Outubro de 2013. Falando quinta-feira (12) em entrevista telefónica à agência francesa AFP, a partir de um lugar desconhecido, Dhlakama disse que as conversações em curso com o Governo, estão a começar a dar frutos, podendo abrir caminho para o seu regresso à vida pública.“Se tudo correr bem, pode acontecer já amanhã. Tudo depende das negociações”, realçou ele, optimista. Em entrevista telefónica anterior, em Dezembro ultimo, Dhlakama já havia confirmado, a agência Lusa, que o seu partido tenciona concorrer às eleições gerais agendadas para 15 de Outubro, que antes tinha ameaçado boicotar. Afonso Dhlakama concorreu a todas as eleições presidenciais, sem nunca vencer nenhumas, desde a assinatura do Acordo Geral de Paz (AGP) que, em 1992, pôs fim à guerra civil que durou 16 anos e causou a morte a cerca de um milhão de pessoas e destruição do tecido social. Simultaneamente, a base eleitoral da Renamo decresceu de 47 por cento, em 1999, para 16 por cento, em 2009. No final de 2012, Afonso Dhlakama e a Renamo regressaram aos tempos de guerrilha, reocupando a sua antiga base em Gorongosa, atacando alvos civis e militares. Em Outubro, as Forças Armadas moçambicanas atacaram a base de Satunjira e Dhlakama fugiu para parte incerta onde se encontra até ao momento.No final do mês passado, o governo e a Renamo acordaram em iniciar um diálogo através do qual as partes já alcançaram alguns consensos no tocante a revisão da Lei Eleitoral devendo a Renamo remeter a sua proposta ao parlamento, a Assembleia da Republica (AR), ainda esta semana. A luz do entendimento alcançado, caso seja aceite pelo parlamento o número de membros na Comissão Nacional de Eleições (CNE) vai aumentar de 13 para 17, sendo, cinco membros da Frelimo, quatro da Renamo, um do Movimento Democratico de Mocambique (MDM), todos com assento na AR e sete da sociedade civil.Apesar deste entendimento a violência não cessou. A Renamo continua a levar a cabo ataques contra posições das Forcas Armadas de Defesa de Moçambique (FADM) e contra alvos civis.Na entrevista concedida a AFP, Dhlakama confirmou os mais recentes ataques, ocorridos no final da semana passada, mas garantiu que tinha ordenado um cessar-fogo.

O Presidente Robert Mugabe, ordenou a ..........

...................... libertação de duas mil pessoas, na sua maioria mulheres e jovens, para  diminuir a sobrelotação nas prisões do país, onde mais de cem pessoas morreram  de fome e doenças em 2013.  Entre os prisioneiros, que serão libertados hoje, não estão incluídos  os detidos que cumprem penas por "assassínio, traição, violação ou qualquer  delito sexual", declarou hoje o vice-comissário das prisões do Zimbabué,  Agrey Machingauta.   "Pedimos à nação para aceitar os libertados, dar-lhes uma segunda oportunidade.   Não queremos que sejam estigmatizados", afirmou Machingauta, em declarações   ao diário governamental Herald.    As 42 prisões do Zimbabué têm capacidade para albergar 17 mil presos,  número que havia aumentado para 18.980 na sexta-feira, segundo dados oficiais. O grupo Advogados do Zimbabué pelos Direitos Humanos denunciou, em dezembro,  que as prisões do país converteram-se em "armadilhas mortais" depois de  o Governo ter reduzido as rações de comida por falta de fundos. Para remediar a situação, o Ministério da Justiça do país solicitou  1,2 milhões de dólares (875,5 milhões de euros) para pagar a alimentação  para os presos, mas só recebeu 300 mil dólares (219 mil euros).  Assim, em dezembro de 2013 já chegava a uma centena o número de presos  que morreram de fome e de doenças nas prisões. Na sua ordem de "clemência", Mugabe concedeu a amnistia de penas para  mulheres presas, independentemente do delito cometido, salvo as condenadas  a prisão perpétua e pena de morte, precisou Machingauta. Também serão postos em liberdade todos os presos menores de 18 anos  e doentes terminais, que não poderão sobreviver ao tempo de pena restante.  A mortalidade nas prisões mais elevada em prisões foi registada em 2009, quando mil presos morreram nos quatro primeiros meses do ano no país.

Carta chega 100 anos depois

Uma carta escrita por um marinheiro britânico em 1916 durante a I Guerra Mundial, que tinha como destinatários os seus pais, foi entregue à sua neta quase um século depois. Este facto insólito foi agora divulgado pela biblioteca das ilhas Orkney, no norte da Escócia (Reino Unido). O autor da missiva foi o marinheiro David John Phillips, apelidado como “Dai”, que trabalhou na reparação de barcos nas ilhas Orkney durante o conflito militar (1914-1918). A carta tinha como destinatários os pais do marinheiro, que viviam no País de Gales. A missiva com quase cem anos está assinada com uma frase: “Do vosso filho de jaqueta azul.” Com o objectivo de encontrar o autor da missiva, a biblioteca publicou uma imagem da carta no seu blog na Internet e foi um familiar distante no Canadá, interessado em conhecer as suas origens genealógicas, que acabou por descobrir a neta do marinheiro. “Ligou-me há cerca de uma semana e disse-me que eu deveria entrar em contacto com o arquivo da biblioteca das ilhas Orkney”, relatou hoje a neta de David John Phillips.“Quando vi a imagem no blog, fiquei a saber naquele momento que era o meu avô, reconheci o nome e a morada na imagem da carta. Foi uma mistura de grande emoção, surpresa e incredulidade”, acrescentou.O documento foi encontrado em 1980 atrás de uma lareira de uma casa localizada nestas ilhas, que pertenceu ao marinheiro e à sua mulher, e há cerca de um ano chegou aos arquivos da biblioteca.David John Phillips casou-se em 1919 com Catherine Isabella Coghill Johnston, e instalou-se nas ilhas Orkney com a mulher. Alguns anos depois, o casal mudou-se para Llanelli (oeste do País de Gales), onde tiveram dois filhos.

Cozinheiros declaram "guerra"

-Dois famosos chefes franceses declararam guerra a clientes que registaram fotos de seus pratos. Gilles Goujon, dono do restaurante L’Auberge du vieux puits, em Fontjoncouse, no sul de França, que tem três estrelas no Guia Michelin, é um dos maiores críticos dos fotógrafos amadores. Segundo o chef, todas as vezes que alguém tira uma foto das suas criações e publica a imagem nas redes sociais “acabam com a surpresa e um pouco da minha propriedade intelectual“, disse Goujon ao site de notícias France TV Info. Outro chefe de renome, Alexandre Gauthier, do restaurante La Grenouillère, em Madelaine-sous-Montreil, no norte de França, foi além e decidiu incluir um aviso no menu a proibir câmaras fotográficas – embora a fotografia não seja totalmente banida no local. Gauthier lamenta o fato de que os clientes tiram mais fotos da comida do que dos comensais em si. “Antes, as fotos eram da família, da avó, e agora tiramos fotos da comida. Até fazer o tweet, ver os “gosto” e responder aos comentários, o prato já está frio”, sentenciou. Mas nem todos os estabelecimentos gastronómicos têm a mesma visão – alguns restaurantes em França decidiram mesmo oferecer cursos de fotografia para pôr fim ao que alguns chefes consideram “o mal do século“.

Um “acidente”

 A investigadora Pinshane Huang e o professor David Muller com um modelo do vidro bidimensionalUm grupo de cientistas da universidade de Cornell, nos Estados Unidos, e de Ulm, na Alemanha,criou acidentalmente o painel de vidro mais fino já visto. O vidro tem apenas uma molécula de espessura. O novo vidro é composto por apenas dois átomos de espessura, e foi batizado de 2-D Glass. A descoberta ocorreu em 2012, mas só recentemente foi reconhecida pelos representantes do Guinness – o livro dos recordes, para poder entrar na edição de 2014 como “o vidro mais fino do mundo”.

Os cientistas autores da invenção tentavam criar grafeno – uma placa bidimensional de átomos de carbono – quando notaram que havia alguma coisa errada com a criação. Havia uma espécie de “sujidade” no resultado final que, depois de analisada, se descobriu ser um composto formado por silício e oxigénio. Por outras palavras: era vidro. Este “acidente” ocorreu graças a uma fuga de ar, que fez com que o cobre reagisse com o quartzo do forno onde o grafeno estava a ser produzido. Esta invenção é assim a mais recente numa longa linha de invenções acidentais de produtos que era suposto serem outra coisa, onde entre outros constam os ilustres Post-Its, Coca-Cola e papel mata-borrão. E quais as prováveis utilidades da descoberta? No futuro, o material poderá ser usado na produção de transístores, sem defeitos e ultra-finos, o que poderia melhorar, por exemplo, o funcionamento e desempenho dos processadores de smartphones e computadores.NA FOTO, a  investigadora Pinshane Huang e o professor David Muller com um modelo do vidro mais fino do mundo.

Vício das "selfies" e "likes" pode originar paranóia

-A moda de tirar auto- retratos com telemóveis – mais conhecidos como selfies – e divulgar na Internet pode levar a problemas mentais, como depressões ou paranóia, se não se obtiver reconhecimento público, advertiu uma médica tailandesa.“Prestar demasiada atenção às fotografias publicadas, controlando quem as vê ou a quem agrada ou comenta, com a esperança de atingir o maior número de likes [gostos] é um sintoma de que as selfies estão a provocar um problema”, disse a especialista Panpimol Wipulakorn, do departamento de saúde mental tailandês, citada pela Efe. A médica assinalou que tais comportamentos poderão dar origem a problemas cerebrais no futuro, especialmente aqueles que estão relacionados com falta de confiança própria.“As selfies causam um impacto na vida de cada indivíduo. Publicar fotos para encontrar a aprovação dos colegas está na natureza do homem. Se fazemos algo e encontramos uma pequena recompensa, voltaremos a repetir o acto”, explicou.
No entanto, esta recompensa que é alcançar a aceitação social tem diferentes efeitos, dependendo da pessoa: alguns contentam-se obtendo poucos likes, outros “necessitam” de atingir o máximo que puderem e ficam “viciados” neste reconhecimento social, adianta Panpimol. As pessoas que não atingem a quantidade de apoios esperados optam por publicar uma nova selfie, mas se a resposta continuar a ser negativa isso poderá afectar a confiança ou criar pensamentos negativos sobre si mesmo.A segurança e a auto- estima são cruciais para o desenvolvimento do indivíduo para alcançar a felicidade e a satisfação pessoal, aponta a médica tailandesa. A carência causa ansiedade, dúvidas e a infelicidade do indivíduo, os quais podem derivar em problemas maiores como a paranóia, depressão, comportamentos ciumentos e personalidade susceptível, acrescenta.

A palavra selfie, que designa uma foto que tiramos a nós próprios e que habitualmente colocamos nas redes sociais, foi eleita como a “palavra do ano 2013″ pelos dicionários de Oxford de língua inglesa. Uma das selfies mais célebres do momento foi tirada pelo Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, junto aos seus homólogos do Reino Unido, David Cameron, e Dinamarca, Hell Thorning, durante o funeral do antigo chefe de Estado sul-africano e prémio Nobel da Paz, Nelson Mandela.A médica tailandesa sublinha que, além dos danos pessoais, as selfies também podem ter impacto no crescimento de países em desenvolvimento. Isto porque a falta de confiança dos jovens pode criar uma nova geração “sem liderança”, de pessoas “sem capacidade criativa e inovadora”.Por isso, hábitos como ser observador, praticar desporto e ter actividades com familiares e amigos, ir ao cinema ou viajar, são algumas das ideias defendidas pela médica para combater o vício das selfies.

Trancou a porta e alterou o destino

Sequestrador do avião etíope foi detidoUm avião da companhia estatal da Etiópia foi forçado a aterrar no aeroporto de Genebra. As primeiras informações apontavam para um sequestro por piratas do ar, mas a polícia suíça anunciou mais tarde que o co-piloto entregou-se às autoridades e pediu asilo político. O co-piloto, de 31 anos de idade, disse que se fechou na cabina quando o comandante saiu para ir à casa de banho. Depois de ter assumido o controlo do avião, comunicou com a torre de controlo e disse que se sentia "ameaçado" no seu país de origem, avançou o porta-voz da polícia local, Eric Grandjean.  A alteração da rota do voo foi comunicada pelo próprio co-piloto e o avião foi escoltado por dois caças Eurofighter. A agência AFP diz que os aviões militares eram "provavelmente" da Força Aérea italiana, mas o porta-voz do aeroporto de Genebra, Bertrand Stämpfli, disse não ter certezas sobre essa informação.   Apesar de se ter rendido às autoridades e de não ter qualquer intenção de pôr em perigo a vida de passageiros e tripulação, "tecnicamente, a infracção que ele cometeu é uma tomada de reféns, a que corresponde uma pena máxima de 20 anos de prisão", disse o procurador de Genebra, Olivier Jornot. Num breve comunicado publicado no site oficial, a Ethiopian Airlines refere que o voo ET-702 – que deveria fazer a ligação Addis Abeba-Roma – "foi forçado a seguir para o aeroporto de Genebra" e que "todos os passageiros e tripulação estão a salvo".  O avião, um Boeing 767-300, saiu da capital da Etiópia às 0h30 (23h30 de domingo em Moçambique)  e aterrou por volta das 6h (7h em Moçambique) em Genebra. Os passageiros e a tripulação saíram do aparelho cerca de duas horas mais tarde. O avião transportava duas centenas de pessoas e terá sido desviado da sua rota quando sobrevoava o Sudão, de acordo com o site do jornal diário Tribune de Genéve.

domingo, fevereiro 16, 2014

Banca de Jornais


Bate-se duro na Gorongosa

Em sérias escaramuças que decorreram com intervalos , as forças da guerrilha da Renamo susteram ontem (15) as unidades militares das Forças Armadas de Defesa de  Moçambique (FADM) estacionadas em Satungira (Provincia de Sofala). Com efeito, na primeira "jornada" de ataques as FADM resistiram com apoio da sua poderosa artilharia anti-aérea. No final da manhã a Renamo tomou a iniciativa e os combates duraram perto de 2 horas, segundo populares nas redondezas.  As FADM acabaram por abandonar a zona de combate, deixando algumas  armas como  metralhadoras pesadas e  bazucas. Na retirada, alguns militares concentraram-se num antigo  cemitério e os mais "pressionados psicologicamente" recuaram em grupos ate Nculomadzi, na localidade de Tazaronda, 15 km de Satungira onde se fala terem criado pânico entre populares,abatendo  cabritos e porcos. Há informações, por confirmar de fonte independente, segundo as quais militares de algumas unidades do exêrcito posicionadas em Kanda, 30 km, no outro extremo da serra da Gorongosa terão  abandonado os seus postos em pequenos grupos, socorrendo-se de transportes privados ,em circulação na estrada nacional. Continua a não haver dados credíveis quanto a possíveis baixas no seio da RENAM0 e das Forças Armadas de Moçambique.

quinta-feira, fevereiro 13, 2014

Mão de ferro contra a fraude eleitoral

A Procuradoria-Geral da República (PGR) promete agir criminalmente contra todos os autores de ilícitos eleitorais que, eventualmente, possam ocorrer nas eleições gerais agendadas para 15 de Outubro próximo em Moçambique.Orlando Generoso, Vice-Procurador-Geral-Adjunto, garantiu esta quarta-feira, em conferência de Imprensa que, todas as pessoas singulares e colectivas que se envolverem neste tipo de ilícitos serão passíveis de penalização.Generoso é citado pelo diário “Noticias” como tendo dito que, para o efeito, os cidadãos devem denunciar todo e qualquer acto que viole a legislação eleitoral vigente no país para que os seus responsáveis sejam conduzidos à Justiça.“Basta que nos sejam denunciados casos de violação, para seguirmos todos os casos de ilícitos eleitorais. A nossa acção será conduzida com isenção e imparcialidade, como manda a lei”, asseverou Generoso.Sobre os casos de ilícitos eleitorais registados durante as eleições autárquicas de 20 de Novembro do ano passado, afirmou que a PGR está representada em todo o país e cada caso esta a ser tratado no local onde ocorreu.“Hoje somos uma Procuradoria mais robusta e presente em quase todo o país, mas ainda temos muito trabalho pela frente para consolidar e aperfeiçoarmos os nossos métodos de trabalho”, afirmou.Generoso reiterou que a mesma posição se aplica em relação a outros tipos de crime e em todos os casos a actuação da PGR baseia-se em pressupostos.Ilícitos eleitorais registados na eleição municipal de Gurué, província da Zambézia, levaram o Conselho Constitucional a mandar repetir o escrutínio.

Será que vai pegar?

As autoridades da cidade de Maputo anunciaram ontem que as medidas para o controlo de uso de telemóveis nas escolas serão intensificadas a partir deste ano de modo a evitar a perturbação do curso normal das aulas.A medida surge pelo reconhecimento da frequente violação das normas de proibição de uso de telemóveis durante as aulas. Os alunos são muitas vezes surpreendidos a usar telemóveis durante as aulas, bem como para cometer fraudes.Falando durante uma reunião com alunos e professores da cidade de Maputo, a governadora da capital moçambicana, Lucília Hama, disse que todos os alunos devem fazer-se a salas de aulas com os seus telemóveis desligados e guardados nas pastas.“Neste ano já está decidido que os alunos só podem entrar na sala de aulas com telefones desligados e dentro das pastas. Isso é para evitar que eles fiquem a conversar através do celular e perder a matéria. A cidade de Maputo deve ser o exemplo para outras escolas em termos de aproveitamento pedagógico”, disse Hama, citado pela AIM, falando no encontro realizado no âmbito de uma visita de três dias aos estabelecimentos de ensino da cidade de Maputo iniciada terça-feira.No encontro, a governadora não revelou as medidas que serão tomadas aos alunos que infringirem essas normas.Durante a sua visita aos estabelecimentos de ensino da capital moçambicana, a governadora entregou 250 carteiras e oito secretárias à Escola Primária Completa Unidade 30 e apelou os alunos para fazerem um bom uso desse equipamento.A governante apelou para uma boa conservação de infra-estruturas escolares. “Os alunos devem contribuir na manutenção de infra-estruturas escolares, não escrever nas paredes das salas de aulas, não estragar as carteiras onde sentam. A nossa escola é a nossa segunda casa e o professor é o nosso segundo pai, por isso temos que ouvir sempre as suas lições”, disse. A visita de Lucília Hama às escolas da cidade de Maputo termina esta quinta-feira. O seu programa inclui reunião com professores e alunos.