terça-feira, janeiro 31, 2012

Ibo já tem energia

Dez quilómetros de cabo eléctrico submarino que parte do Distrito de Quissanga até à Ilha do Ibo liga a terra insular da corrente eléctrica da rede nacional e já há dezenas de instalações a beneficiarem de electricidade.Este projecto em Cabo Delgado foi lançado em Dezembro de 2011. Chegou finalmente no dia 28 de Janeiro corrente. A EDM espera que nos próximos dias alimente 290 clientes. A EDM – Electricidade de Moçambique anunciou a ligação da Ilha do Ibo à rede nacional de energia eléctrica e diz que o empreendimento custou ao Orçamento Geral do Estado 162 milhões de meticais, desde a construção de sete quilómetros de rede de Média Tensão, a instalação de 10 quilómetros de cabo submarino entre Quissanga e a Ilha do Ibo e a montagem de dois Postos de Transformação.

Dos 450 mil só 80 mil pagam impostos

O Presidente do Conselho Municipal de Maputo, David Simango, deplorou o facto de ainda não estar a ser devidamente explorado o enorme potencial do município em termos de colecta de receitas, afirmando que há muitas pessoas que ainda não pagam os seus tributos.Simango, que falava recentemente num encontro com funcionários e responsáveis municipais, no distrito KaMaxakeni, disse que “temos muita gente que ainda não paga os seus impostos, e se todas essas pessoas o fizessem a nossa receita subiria muito”.“Por exemplo, aqui no distrito KaMaxakeni, há muita gente que vive em casa própria, que, nos termos da lei, devia pagar, anualmente, o Imposto Predial Autárquico-IPRA, mas ninguém está a pagar; nem eu estou a pagar, porque a minha casa, que era dos meus pais, também está aqui no KaMaxakeni”, realçou o dirigente.O edil de Maputo esclareceu que o não pagamento se deve ao facto de a administração de finanças não estar organizada, “e sempre que eu vou lá, os funcionários dizem que ainda não estamos a cobrar porque não estão organizados”.Para Simango, “isto mostra que o potencial de colecta de receitas é enorme e que há pessoas que, de facto, querem pagar impostos, e eu penso que devemos trabalhar primeiro com essas pessoas, para depois irmos atacar aquelas que não querem pagar”. Em zonas suburbanas, o IPRA está fixado em cerca de 200 meticais, sendo um pouco mais elevado nos centros urbanos.O Conselho Municipal ainda não tem no seu cadastro os dados relativos a todos aqueles que devem pagar o IPRA, que representa para o município a principal fonte de receitas próprias e, devidamente cobrado, pode reforçar a sua capacidade financeira e a sua capacidade de prestação de serviços.“Temos que melhorar a nossa capacidade de colectar receitas para pudermos ter mais estradas e sistemas de drenagem, garantindo também a sua manutenção. Isso irá permitir, igualmente, melhorar o trabalho de recolha de resíduos sólidos”, considerou o Presidente do Conselho Municipal.Relativamente ao Imposto Pessoal Autárquico- IPA, David Simango afirmou existirem ao nível do município de Maputo cerca de 450 mil potenciais contribuintes, mas, até ao ano passado apenas se conseguiu cobrar a aproximadamente 80 mil munícipes.Entretanto, sabe-se que durante o primeiro semestre de 2011, o município de Maputo arrecadou receitas estimadas em 747.715,8 mil meticais, representando um crescimento de 28.25 porcento face a igual período do ano anterior, em que foram arrecadados 582.993,2 mil meticais.Este crescimento deveu-se à implementação do regulamento do IPRA, que introduz novos mecanismos de determinação do valor patrimonial dos imóveis e à cobrança do Imposto Autárquico de Veículos pelo município, do Imposto Autárquico de SISA e da Taxa por Actividade Econónica-TAE.“Apesar deste sinal de crescimento, ainda há muita coisa por fazer para chegar a um ponto que possamos considerar óptimo”, sublinhou o dirigente.Segundo Simango, o município, num esforço destinado a melhorar e garantir a sua sustentabilidade financeira, através do aumento de receitas fiscais, tem vindo a construir postos de cobrança nos diferentes distritos municipais, “de modo a que se situem mais próximos dos potenciais contribuintes”.Em breve, vai ser inaugurado um posto de cobrança no distrito KaMubukwana, que se vai juntar aos já em funcionamento em KaMpfumu e KaMavota, para além da Recebedoria Municipal e do Departamento de Receitas totalmente reabilitados.

segunda-feira, janeiro 30, 2012

Estamos hipotecados?

Diz um ditado chinês: “Se quiseres ter riqueza a curto prazo, plante arroz. Se quiseres ter riqueza a médio prazo, plante um pomar. E se quiseres ter riqueza a longo prazo, instrua um povo!” Logo, a Educação constitui um sector chave para o crescimento de qualquer país. Nela se devem concentrar todas as atenções se quisermos efectivamente investir num futuro melhor, com um desenvolvimento humano que qualquer nação ambiciona. No entanto, a cada ano que passa fica-se com a impressão de que, em Moçambique, não se encara o sector da Educação com a seriedade que o mesmo merece.
O início titubeante do presente ano lectivo é disso um exemplo!
Há pelo menos três anos que Moçambique não tem um dia fixo para a abertura oficial do ano lectivo. O arran
que do ano escolar tem vindo a ser marcado e desmarcado, depois remarcado... de acordo com as conveniências do Ministério da Educação e da avaliação do grau de preparação de condições para o início das aulas. Mesmo assim, com uns adiamentos atrás de outros, as aulas acabam por iniciar regra geral sem que tais condições estejam criadas.
Em muitos países, o calendário escolar é sagrado. A maioria das famílias programa a sua vida em função do calendário de aulas dos seus filhos. O início das aulas é sempre num dia fixo, assim do género de terceira segunda-feira de Janeiro.
Aqui não é assim! E num país onde a carga horário escolar é relativamente baixa — nalguns níveis de ensino as crianças passam menos de quatro horas por dia na escola —, não se pode perceber como é que, cinco dias após a abertura oficial do ano lectivo, ainda haja milhares de alunos que vão às escolas apenas para dar um passeio e ver se já estarão afixadas as
listas de turmas.
Não se pode perceber como é que o ano lectivo comece sem que em muitas escolas do país haja turmas constituídas, sem que os alunos conheçam as suas salas de aula, os seus horários, sem que os professores se tenham apresentado nos seus postos de trabalho...
Não se pode perceber que durante uma semana — se a situação não se prolongar na próxima semana —, milhares de alunos não tenham tido sequer uma aula, porque as suas escolas ainda não estão organizadas, quando tiveram tempo de sobra para colocar toda a máquina a funcionar!
Não se pode perceber como é que, sistematicamente, o ano escolar arranque sem que os livros de distribuição gratuita para o ensino primário tenham chegado aos seus destinatários. E, pior, que quantidades consideráveis desses livros estejam a desaparecer ao longo do circuito de distribuição, em prejuízo dos alunos, cujos pais, muitas vezes, acabam por se ver obrigados a recorrer ao mercado informal (onde tais livros desviados aparecem à venda) para a compra do material necessário.
Não se pode perceber que os pedagogos do Ministério da Educação vejam o ensino à distância como uma solução para crianças de 12 ou 13 anos que não encontram vagas na oitava classe, sabido que nessa idade as crianças precisam mais de aulas presenciais, precisam de ir à escola, e não se limitarem a estudar em casa.
Não se pode perceber como é que professores que se mostrem incompetentes no ensino secundário sejam enviados ao primário, como que se de castigo estivessem, quando o ensino primário, que é a base da formação de um estudante, precisa justamente de professores de reconhecida competência!
Não se pode perceber como é que, um pouco por todo o país, continuem a faltar professores nas escolas, continuem a faltar vagas para as nossas crianças nos estabelecimentos de ensino, continuem a faltar escolas para as nossas crianças, continuem a faltar carteiras para as nossas crianças, continuem altas as taxas de reprovações nas nossas escolas, continuem a ser elaborados exames com questões mal colocadas, baralhando assim os examinandos; continuem a ser introduzidas novas disciplinas nas escolas sem que sejam criadas as necessárias condições para o efeito...
Julgamos que o Governo precisa de repensar seriamente na sua política de Educação, sob o risco de, se mudanças profundas não forem feitas a curto e médio prazos, corrermos o risco de hipotecar o futuro do país!
Corre-se o risco de termos lideres de fraca formação académica "alimentados " por estrangeiros num quadro de puro neocolonialismo.
Os Chefes de Estado e de Governo do continente africano, incluindo o presidente moçambicano, Armando Guebuza, testemunharam sábado a inauguração da nova sede da União Africana (UA), um complexo constituído por um resplandecente centro de conferências e um bloco de escritórios erguido no centro de Addis Abeba, capital etíope. A nova sede consiste numa sala de conferências circular, construída ao lado de uma torre com 27 pisos que alberga os escritórios da organização. A torre, com 100 metros de altura, e’ o maior edifício em Addis Abeba.Com um custo calculado em 200 milhões de dólares americanos, a nova sede e’ um donativo do governo chinês, anunciado pelo presidente chinês Hu Jintao, durante a Cimeira China-África, que teve lugar em Beijing em 2006. A China descreve a obra como sendo o maior projecto chinês em África depois da Linha-férrea de Tazara, construída entre os anos 1970/1975 e que tinha como objectivo conceder acesso ao mar à Zâmbia, através do porto tanzaniano de Dar-es-Salaam. A Linha-férrea de Tazara também tinha como objectivo eliminar a dependência da Zâmbia dos países na altura governados por regimes minoritários, tais como o de Ian Smith, na antiga Rodésia do Sul, do apartheid na Africa do Sul e dos portugueses em Moçambique. As obras da construção da nova sede da UA iniciaram em Fevereiro de 2009, tendo sido concluídas em Dezembro de 2011, pelo empreiteiro “China State Construction Engineering Corporation”. As obras envolveram cerca de 1.200 trabalhadores chineses e etíopes. Falando durante a cerimónia, o presidente incumbente da UA e da Guiné-Equatorial, Teodoro Obiang Nguema, enalteceu a “generosidade do governo chinês”, descrevendo o edifício como um salto quantitativo nas relações entre África-China. Segundo Obiang Nguema, a China não vacilou em prosseguir com o projecto, mesmo após a eclosão da crise financeira internacional que abalou a maioria dos países desenvolvidos e economias emergentes. “São nos momentos difíceis que temos a oportunidade de conhecer quem são os nossos amigos”, disse Obiang Nguema, para de seguida acrescentar “através deste edifício, a China acaba de demonstrar que pode ser considerado um verdadeiro amigo”. Obiang Nguema também manifestou o seu apreço pela Etiópia pelo seu contínuo apoio concedido à UA, bem como à anterior instituição, a Organização da Unidade Africana (OUA). Aliás, foi o próprio governo etíope que cedeu o terreno onde actualmente se encontra instalada a nova sede da UA. O edifício, disse Obiang Nguema, “e’ o reflexo da uma nova África e espelha o futuro que queremos para África”.Durante a cerimónia, as autoridades chinesas fizeram-se representar por Jia Qinglin, presidente da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês e membro do Comité Permanente do Politburo do Comité Central do Partido Comunista Chinês. Tomando a palavra, Jia disse aos Chefes de Estado e de Governo presentes no evento que “este majestoso complexo revela claramente a nossa amizade com o povo africano, e testemunha o nosso forte compromisso de apoiar o desenvolvimento de África”. Jia disse ainda que o edifício “e’ o símbolo do aprofundamento das relações entre África e China”, sublinhando que, actualmente, o seu país e’ o maior parceiro comercial de África e que o total de investimentos no continente está calculado em 13 biliões de dólares americanos.

segunda-feira, janeiro 23, 2012

Desgraça!

A LAM – Linhas Aéreas de Moçambique está a efectuar voos extra entre as cidades de Maputo e Inhambane, desde dia 21 de Janeiro de 2012, contribuindo para o aumento de alternativas para a ligação da zona sul de Moçambique, onde não há acesso via Estrada Nacional Número Um, cortada pela forte corrente de água. A cidade de Maputo e parte da província com o mesmo nome continuam isolados do resto do país desde sábado cerca das 06h30 horas quando a água correndo de oeste para leste arrancou a ponte sobre o rio Maivene, cerca de 3 kms a norte da Aldeia 3 de Fevereiro nas proximidades de (A)Taninga.Dos dois lados da Estada Nacional 1 (N1) há aglomerados de viaturas a aguardar a reposição da via.A ponte sobre o Rio Maivene é a terceira ponte no sentido sul-norte depois da Aldeia 3 de Fevereiro.No sentido sul-norte a primeira ponte à entrada da baixa de Xinavane é sobre o Rio Chulavecane. Logo a seguir é a ponte sobre o Rio Cuenga. E a 114 Km de Maputo a forte corrente de água levou a ponte sobre o Rio Maivene, fazendo desabar ainda os acessos deixando a N1 interrompida em cerca de 50 metros.Esta é a única estrada que liga o sul ao norte do país. A comunicação rodoviária entre a cidade de Maputo e as restantes províncias do sul (Inhambane e Gaza) está já a causar graves transtornos nestas duas províncias.Grande parte das pessoas e mercadorias circula pelo país através da EN1 e estando a economia do país concentrada em Maputo, a interrupção da ligação está a gerar incalculáveis prejuízos à economia e às pessoas.Vários autocarros provenientes do centro e do norte do País, ficaram retidos no local do corte da N1.Há milhares de estudantes universitários que estão no centro e norte do país, para além das províncias de Gaza e Inhambane que pretendem regressar às faculdades em Maputo, mas não o podem fazer devido à falta de circulação e o início do ano lectivo está a aproximar-se.O abastecimento do sul do País a norte de Taninga só poderá ser feito via porto da Beira ou via porto de Inhambane, mas este há muito que não recebe navios.Nada de concreto pode-se avançar em relação às datas para o restabelecimento da circulação rodoviária entre Maputo e oresto do país. Sabe-se apenas que a ANE está já no terreno a tentar com pedra impedir a força das águas para conseguir restabelecer o curso normal da N1 cortado em cerca de 50 metros e sujeito a fortíssima corrente de água.Confirmada está a morte de três pessoas e centenas de feridos graves e ligeiros, para além de centenas de hectares de campos agrícolas inundadas e diversas infra-estruturas sociais como escolas, hospitais e estradas destruídas. Em Taninga, visitada pela nossa Reportagem, o vale voltou a ficar inundado com não se via “desde as cheias de 2000”

terça-feira, janeiro 17, 2012

Udenamo+Manu+Unanmi= Jubileu da FRELIMO

A Frelimo, partido no poder em Moçambique, está a preparar as festividades para a celebração dos 50 anos da sua criação que se assinala a 25 de Setembro próximo. De acordo com o porta-voz da Frelimo, Edson Macuacua, as festividades dos 50 anos serão lançadas a escala nacional e internacional no próximo dia 3 de Fevereiro, dia dos heróis nacionais, e a cerimónia oficial vai decorrer em Maputo, concretamente no Campo de futebol do bairro do Aeroporto B.O lema escolhido para o cinquentenário é “50 anos unidos na luta contra a pobreza”.“A cerimónia de lançamento oficial das festividades terá lugar na capital do país no campo de futebol do Aeroporto B onde será realizado um “showmício” que será presidido pelo Presidente da Frelimo, Armando Guebuza. Também haverá actividades como exposição e feira de carácter multidisciplinar e de divulgação da história da Frelimo desde a sua génese” disse.Edson Macuacua, falando a jornalistas hoje em Maputo, referiu que o momento mais alto da celebração dos 50 anos será entre 23 e 28 de Setembro, em Pemba, na província de Cabo Delgado, durante a realização do 10 Congresso da Frelimo.Para Edson Macuacua, a celebração do cinquentenário da Frelimo constitui um momento de reflexão, pois trata-se de 50 anos de luta, de história, de “grandes desafios, procura heróica da liberdade, de construção de uma sociedade de valores e de progresso”. A Frelimo (Frente de Libertação de Moçambique) foi oficialmente fundada a 25 de Junho de 1962, com o objectivo de lutar pela independência de Moçambique do jugo colonial português. A FRELIMO foi formada pela união de três movimentos nomeadamente: UDENAMO (União Democrática Nacional de Moçambique), MANU (Mozambique African National Union) e UNAMI (União Nacional Africana de Moçambique Independente).

Trocadilho energia

Uma notícia veiculada pela imprensa da Swazilândia cita fontes oficiais afirmando que Moçambique suspendeu, há cerca de uma semana, o fornecimento de energia eléctrica àquele país vizinho, alegadamente para satisfazer as suas necessidades internas de consumo.Esta informação é veiculada pelos jornais “The Swazi Observer” e “Times of Swaziland”, publicações de maior circulação na Swazilândia.O fornecimento de energia àquele país vizinho, cerca de 21 por cento, é feito pela empresa Electricidade de Moçambique (EDM), uma instituição criada há 35 anos e é responsável pela geração, transmissão, distribuição e comercialização de electricidade em Moçambique.“Eles nos informaram que o consumo interno de Moçambique aumentou para níveis muito elevados, razão pela qual eles precisarem primeiro satisfazer suas próprias necessidades. Portanto, isso significa, que sua produção excedentária devera ser usada no interior do país” explicou Sifiso Dhlamini, gerente de comunicação corporativa da empresa de Electricidade Suazilândia (SEC), citado pela imprensa local.Por isso, o corte de fornecimento constitui motivo de grande preocupação, pelo que Dlamini insta os cidadãos a conservarem energia. A Africa do Sul também se debate com problemas sérios de electricidade, pelo que está fora de hipótese aumentar as importações daquele país vizinho. Entretanto, o porta-voz da EDM, Celestino Sitoe, desmentiu estas informações, asseverando que a empresa continua a fornecer normalmente energia à Swazilândia sem nenhum problema.“Essa informação não corresponde a verdade. Não temos conhecimento disso. Estamos a abastecer a Swazilândia com normalidade, sem nenhum problema.Nós como EDM recebemos energia eléctrica da Hidroeléctrica de Cabora Bassa. Acontece que, actualmente, a HCB está a fazer manutenção no seu quinto gerador e, como consequência, temos estado a receber menos energia”frisou.De referir que Moçambique fornece energia eléctrica igualmente à África do Sul, Zimbabwe e Botswana.

Recorde em Moçambique

A produção do açúcar em Moçambique atingiu um máximo histórico na campanha de 2011, com um total de 388 mil toneladas produzidas, segundo dados do Centro de Promoção de Agricultura (CEPAGRI).De 2010 para 2011 houve um aumento de 106 mil toneladas, ou seja, passou de 281.726 toneladas produzidas em 2010 para 387.754 toneladas produzidas em 2011.O bom ambiente do mercado do açúcar sobretudo internacional que é encorajador, incentivando o investimento neste sector, é apontado pelo director da CEPAGRI, Abdul César Mussuale, como um dos principais factores do referido aumento.Segundo Abdul César, este ambiente resultou em programas de reabilitação, expansão e estratégias de melhoramento dos sistemas de rega e drenagem para o aumento de produtividade nas quatro fábricas em funcionamento neste momento no país, nomeadamente: Marromeu e Mafambisse, em Sofala, Xinavane e Maragra, província de Maputo.Os bons preços que neste momento estão a ser praticados no mercado internacional para comercialização do açúcar é apontado também como o outro factor que está a motivar as empresas açucareiras a investir cada vez mais no aumento da sua capacidade de produção.No total, nos últimos cinco anos, para o aumento de capacidade de produção através da expansão das instalações, áreas do cultivo de cana-de-açúcar e aquisição de novos equipamentos, as quatro fábricas investiram 600 milhões de dólares americanos.As 387.754 toneladas, de acordo com Abdul César, foram produzidas numa área de 41.966 hectares cultivados pelas quatro fábricas, o que corresponde um aumento de 14 por cento em relação ao ano anterior, ou seja, em 2010.Para este ano (2012), as quatro fábricas, de acordo com o director da CEPAGRI, esperam produzir 450 mil toneladas, ou seja, mais de 50 mil toneladas em relação ao ano passado.

segunda-feira, janeiro 16, 2012

O presidente do Conselho Nacional da Juventude (CNJ), Oswaldo Petersburgo, quebrou o silêncio cúmplice que marcou o seu mandato desde a sua eleição para o cargo em 2009. Ele que chegou ao cargo vindo da organização juvenil do partido Frelimo, OJM, para dirigir a organização que congrega todas as organizações juvenis nacionais, incluindo as de outros partidos, sempre foi hesitante a criticar as políticas inconsistentes do Governo do seu partido que tem penalizado os milhões de jovens moçambicanos, como estes amplamente se têm vindo a queixar, um pouco por todo o País. Mas desta vez, decidiu abrir a boca e mandar farpas para o Governo da dupla Armando Guebuza-Aires Ali. Na origem do pronunciamento do jovem Petersburgo, está o dinheiro que “o Governo não canaliza ao CNJ”. Oswaldo Petersburgo diz estar cansado de “esconder mentiras do executivo”. Foi na manhã desta terça-feira que o dirigente da organização máxima da juventude moçambicana disse que o Governo do dia é “mentiroso” e caracterizado por “letargias”, ameaçando revelar “algumas coisas que andamos a esconder este tempo todo”.“O Governo não cumpre ciclicamente o que promete, o que vem postulado nos programas, e sempre se refugia nas mentiras e em justificações que achamos serem absurdas”, disse o dirigente juvenil em entrevista exclusiva ao Canal de Moçambique.“Este ano, eu pessoalmente e quase todos os jovens estamos profundamente cansados com as mentiras desta gente e estamos prontos a revelar algumas coisas que andamos a esconder este tempo todo”, ameaçou o presidente do CNJ.Segundo disse Petersburgo, nada justifica que os jovens que saem das universidades e que têm seus projectos por realizar, continuem a andar de bicicletas, “adormecidos com discursos políticos de que o país não tem dinheiro”, quando “todos sabemos que dinheiro existe, mas anda nalgumas masmorras ou gavetas ministeriais a beneficiar um grupinho”.

segunda-feira, dezembro 05, 2011

2011 para 2012

Sempre quando chega a esa época do ano, talvez o amigo do “Muliquela” também faça isso, eu lembro-me sempre como foi o ano ao todo. Consegui , amei, chorei, achei, descobri, duvidei. . .
A pior parte, de certeza foram as incertezas, as brigas, os desentendimentos, e as metas não alcançadas.
Chega agora o fim de ano, chega o natal e o reveillon enchendo as pessoas de esperança, enchendo-me de esperança. Após relembrar o que se passou penso em varias coisas que gostaria que acontecessem, e que poderei ajudar a realizar.
Como de costume o Natal, pelo menos ao meu ver, não é tempo de coisas fúteis, é uma época onde lembramos de quem amamos, gostamos e adoramos. Também de lembrar de outras que não conhecemos, mas ajudamos sem hesitar, para que essa pessoa passe o Natal com a mesma esperança que eu e o amigo que sempre procurou estar actualizado optando pelo “Muliquela” . Pensando em coisas boas faço uma lista de desejos, guardo no coração e revelo a quem desejar.
A ideia do Pai - Natal é a mesma, de quando éramos crianças olhávamos para as estrelas e dizíamos que lá estava ele. Cedo ou tarde acordamos para a vida, que inventamos ser corrida, lenta, construtiva, activa, passiva, alegre, ou até mesmo sossegada. Todas as escolhas são nossas, apenas temos que saber quando usa-las para o bem do próximo e até o nosso.
Um ano que passou outro esta por vir, com novas amizades para serem conquistadas e novas batalhas a serem travadas.
Não tenha medo de nada, sorria pois o amigo sabe que está vivo, e presenciando o seu momento, deixe a sua marca e divirta-se.
Quem sabe no próximo ano estaremos aqui neste mesmo seu “blog” rindo do que se passou.


sexta-feira, dezembro 02, 2011

Circula metical falso

Pelo menos três notas falsas do metical, uma de mil meticais e duas de 500 meticais, acabam de ser apreendidas pela Polícia na Beira, depois destas terem sido apresentadas às autoridades por comerciantes burlados por clientes. O facto, que já dispertou a atenção dos homens da lei e ordem, regista-se a poucos dias da quadra festiva, período em que maior parte dos cidadãos desdobram-se para adquirir produtos usando todo o tipo de moedas para facilitar as transacções. O chefe da secção de imprensa no comando provincial da Polícia, Mateus Mazibe, disse ao “DM” que a apreensão das três notas falsas é um sinal de que algo vai mal na Beira, razão pela qual as autoridades alertam para a necessidade de os cidadãos, principalmente os comerciantes, se precaverem deste malMazibe referiu que as referidas notas falsas foram apresentadas à Polícia por três comerciantes na Beira, depois destes as terem recebido de mãos de clientes desonestos que pretendiam, de forma ilícita, adquirir produtos nos seus estabelecimentos.“Os três comerciantes contactaram a Polícia para apresentarem as notas recebidas. Eles vendem algures na feira da Ponta-Gêa e disseram que receberam o falso dinheiro e atribuíram trocos a pensarem que eram verdadeiras”, disse Mazibe, apelando a todos os cidadãos para se precaverem destas manobras dos bandidos.“Com a aproximação da quadra festiva, gostaríamos de apelar a todos os cidadãos, sobretudo os comerciantes, para não se deixarem levar. Existe dinheiro falso a circular na Beira e prova disso são estas notas”, disse.Para Mazibe todo e qualquer comerciante deve observar bem as marcas do metical antes de dar produtos e ou dar troco ao cliente. “O apelo é extensivo também a todos os cidadãos, de uma forma geral, ninguém deve receber dinheiro sem pelo menos ter observado, com precisão, as suas caracteristicas”, apelou.

750 mil USD para libertar empresário

Yacub Satar, um dos dois irmãos proprietários da SOMOFER, a mais bem sucedida empresa de comercialização de materiais de construção em Maputo, foi raptado, de madrugada, quando fazia exercícios físicos no parque de manutenção Repinga, na baixa da cidade, nas proximidades do Gabinete do Primeiro-Ministro.Cerca das meia noite de ontem Yacub Satar estava ainda em parte incerta, sequestrado pelos seus raptores que reivindicam uma elevada quantia de resgate.Em meios da comunidade islâmica corria a versão de que os raptores estavam a reivindicar cerca de 750 mil USD de resgate.Quando foi raptado Yacub Satar estava em companhia de Mahomed Iqbal Jossub, também conhecido por Galaz ou Katchi, comerciante numa loja à esquerda da Mesquita da baixa.Os raptores chegaram a levar também Mahomed Iqbal Jossub mas mais adiante libertaram-no provando isso que o rapto era dirigido a Yacub Satar um dos proprietário da SOMOFER.Jossub, segundo fontes próximas, foi ameaçado de que se desse informações sobre os raptores seriam procurado e sofreria represálias.Os raptores faziam-se transportar numa viatura cujas características não nos foram reveladas. Eram quatro. Três deles abordaram Yacub e Mahomed, armados. Estes estavam a fazer exercícios no Parque de Manutenção Física em frente do Hotel VIP.
O inspector e porta-voz da Polícia na cidade de Maputo, Orlando Mudumane, sobre este assunto.Mudumane não desmentiu nem confirmou. Apenas disse não dispor ainda de “informação oficial”, prometendo fazer um “pronunciamento mais consistente amanhã” (hoje) “até 8 horas”.Entanto o porta-voz da Polícia na capital disse ter ouvido já falar do tal rapto, mas “através de jornalistas” que lhe ligaram a pedir a confirmação do “rapto”.Mudumane disse ontem à noite que “neste momento (ontem à noite) a informação pode estar ainda a ser processada a nível da esquadra da zona de jurisdição onde teria ocorrido tal rapto, mas no comando ainda não chegou informação oficial”.Fontes da comunidade islâmica informaram que os raptores de Yacub Satar estavam a usar telemóveis para negociar.

quinta-feira, novembro 24, 2011

Clonagem de cartões em Maputo

Está confirmado! O sistema bancário moçambicano está a ser tomado por “gangs” de criminosos que andam a clonar cartões de crédito e de débito. Os utentes dos bancos não estão avisados dos perigos que correm e até aqui os bancos comerciais, mas sobretudo o Banco de Moçambique, ainda não quiseram aparecer em público para darem esclarecimentos sobre o assunto. O perigo que correm os utentes dos cartões – ou seja o perigo dos utentes do também chamado “dinheiro de plástico” virem a ser prejudicados e até que ponto os bancos assegurarão a devolução dos valores que eventualmente venham a ser subtraídos das suas contas fruto de uma eventual acção de clonagem dos seus cartões de crédito e/ou débito nas ATM´s, os bancos ainda não esclareceram.O Standard Bank, o BCI, o Barclays e o Millennium bim, todos tentaram desvalorizar este perigo eminente para os utentes das ATM’s. Foi encontrado um segundo dispositivo de clonagem de cartões em uma ATM de um banco comercial do país, isso no dia 19 de Novembro de 2011. Há apenas cinco dias.Um e-mail está a circular no sector interbancário a informar detalhadamente sobre este dispositivo de clonagem de cartões que foi encontrado numa ATM em Maputo. Leia o e-mail:

No dia 19/Novembro/2011, foi detectado por um elemento da nossa equipe, um dispositivo de Skimmimg (o segundo em território nacional, que seja de nosso conhecimento) numa ATM Diebold de um dos nossos clientes.Elaborámos o presente documento, no sentido de alertar para situações idênticas que possam surgir em outros equipamentos da rede.Estamos já em contacto com o departamento técnico da Diebold, a fim de tentar perceber quais as acções tomadas em outros Países, de modo a minimizar os riscos deste tipo de dispositivos.Estamos igualmente em contacto com um fabricante internacional de protectores de teclado, que permitirão maior privacidade na inserção de pins, bem como impossibilitam a sua gravação por câmaras ocultas.Daremos mais detalhes, assim que obtivermos informações mais concretas dos fabricantes.De modo a que igualmente possamos participar na tentativa de melhoria das condições de segurança, solicitamos que nos sejam de imediato reportados quaisquer casos de dispositivos idênticos que sejam encontrados no País.Aqui, podem perceber-se alguns pormenores que irão ajudar numa análise visual a efectuar pelos supervisores das ATM e pelos nossos técnicos no momento das intervenções na máquina:O primeiro pormenor é a ausência da luz verde que é habitual em redor da ranhura de inserção de cartões. Não existe esta luz… Neste dispositivo, especificamente, não existe, mas alguns outros mais sofisticados reproduzem essa mesma luz.O segundo pormenor, é a existência de um objecto no interior, visível a olho nu, e assinalado a vermelho na foto. Trata-se de um dispositivo de leitura da pista magnética dos cartões, que não existe num “face” legítimo.O terceiro pormenor, neste dispositivo em particular, é o facto de este ser mais saliente que o “face” normal.Um quarto pormenor é que se pode observar um pequeno orifício lateral que parece um defeito de fabrico, mas que oculta uma micro-câmera que filma a operação de digitação dos códigos pelo utilizador.Assim, na primeira foto é capturada a informação da Banda Magnética, e na segunda foto é capturado o PIN do respectivo cartão.Quaisquer destes pormenores serão muito difíceis de detectar pelos utilizadores comuns de ATMs.Após a remoção do dispositivo, são visíveis alguns dos seus componentes: cabeça de leitura dos cartões a clonar [imagem 1], micro-câmera para filmagem da inserção dos códigos PIN [imagem 2] e dispositivo de memória [imagem 3] onde é armazenada a informação para posterior recolha.Neste caso específico, ao que parece e apenas com uma observação muito superficial do dispositivo encontrado, a recolha dos dados capturados obrigaria a que o “dono” do equipamento regressasse posteriormente para efectuar a remoção do mesmo e descarregar para computador os dados armazenados em memória.Não é muito visível na foto, mas existe uma ficha mini-USB no local assinalado com uma flecha.Normalmente, estes dispositivos têm uma bateria interna que lhes permite uma autonomia de cerca de 4 dias e 3 a 4 mil recolhas de informação, pelo que entre a instalação e a remoção dos mesmos não devem passar mais do que três dias. É necessária uma verificação visual diária, mais que uma vez por dia, se possível. Deve ser também verificado o teclado PIN, pois alguns dos dispositivos não possuem a micro-câmera para filmar a introdução do PIN, sendo esta substituída por um falso teclado PIN colocado sobre o verdadeiro, que captura a digitação do código pelo cliente.Deve ser também tomada especial atenção a vestígios de cola nos “faces” legítimos. Os dispositivos de clonagem são habitualmente colados sobre o original com recurso a fita auto-adesiva de ambos os lados, que quase sempre deixam resíduos após a sua remoção. A existência destes vestígios pode denunciar a anterior aplicação de um dispositivo estranho ao equipamento.Existem dispositivos idênticos ainda mais sofisticados, que após cada captura de dados da banda magnética e imagem do PIN enviam uma mensagem SMS com esses dados para um número pré-configurado ou mesmo com ligação via Bluetooth para um notebook colocado nas proximidades. Com estes tipos de dispositivos, se o mesmo for recolhido pelo Banco ou pela Polícia, apenas vai perder o investimento inicial (o custo do aparelho em si, de $500 a $1500), pois já está na posse de dados, em tempo real, que lhe permitem facilmente recuperar e superar grandemente esse valor.Em equipamentos mais recentes, a Diebold alterou já a configuração do “face” dos leitores de cartões (para impedir ou pelo menos dificultar a aplicação deste tipo de aparelhos), de que estamos neste momento a tentar obter detalhes; contudo, até lá, devem ser tomadas medidas rigorosas em todo o parque de máquinas instaladas, de forma a evitar e detectar possíveis casos idênticos.Mas os clientes continuam a ser ignorados. Os bancos continuam sem alertar os utentes. Sobretudo o Banco de Moçambique, entidade com responsabilidades acrescidas por se tratar do banco central – a entidade reguladora do sistema bancário – este também continua a fugir de dar esclarecimentos ao público através da imprensa. Nem mesmo através de panfletos-aviso está a esclarecer os cidadãos utentes de cartões de crédito e débito. (Borges Nhamirre)

terça-feira, novembro 22, 2011

Intercalares

Um total de 266170 eleitores estão inscritos para eleger os três edis no dia sete de Dezembro próximo, nas autarquias de Pemba, Cuamba, no Niassa e Quelimane, respectivamente. Estes dados foram actualizados e ontem revelados pela Comissão Nacional de Eleições ao Canalmoz.Desse total de eleitores escritos, 88.011 estão registados no Município de Pemba.Na capital de Cabo Delgado, no dia 07 de Dezembro, segundo a CNE vão funcionar 95 mesas de assembleia para que os eleitores possam escolher o novo edil.Ainda segundo disse ontem a CNE ao Canalmoz em Maputo, em Quelimane estão registados 134.545 eleitores.Na capital da Zambézia funcionarão 141 mesas de voto nas “intercalares”.No Município de Cuamba, na província do Niassa estão registados 43.614 eleitores. Vão poder votar em 53 mesas de voto.Quanto às queixas que têm sido feitas dando conta que o Movimento Democrático de Moçambique, MDM, liderado pelo Daviz Simango, recrutou citadinos da Beira para se recensearem em Quelimane de modo a votar no dia 07 de Dezembro, a CNE diz estar a investigar o caso através de uma comissão de inquérito criada para o efeito. Mas alegou que não existem provas concretas.“Nós já criamos uma comissão do inquérito para investigar o caso, apesar de as pessoas que nos reportaram o assunto terem feito através de mensagens via telemóvel anónimas”, explicou o presidente da CNE, João Leopoldo da Costa. O presidente da CNE acrescentaria que “apesar das irregularidades que foram ocorrendo ao longo da actualização dos dados, consideramos o balanço positivo, pois nenhum caso irá pôr em causa o escrutínio”. A Comissão Nacional de Eleições, CNE, exortou os candidatos, partidos políticos e munícipes de Quelimane, Pemba e Cuamba, respectivamente, e todos moçambicanos em geral, para observarem o maior civismo e espírito de tolerância durante a campanha eleitoral que vai decorrer a partir de hoje, dia 22 de Novembro, até 4 de Dezembro próximo.Nestas eleições intercalares apenas se elegerão os presidentes dos municípios referidos, a sete de Dezembro.A exortação foi feita em Maputo pelo respectivo presidente da CNE, João Leopoldo da Costa. Fê-la numa conferência de imprensa convocada para o efeito e que teve lugar ontem na sede da CNE.João Leopoldo da Costa explicou que a campanha eleitoral deve servir para os candidatos e os partidos divulgarem os seus programas de governação nos três municípios.De referir que os edis que serão eleitos a 07 de Dezembro terminam os seus mandatos quando se realizarem as próximas eleições autárquicas em simultâneo em todas as autarquias do País.A “intercalares”de 07 de Dezembro são apenas para se elegerem os edis que renunciaram aos seus mandatos por ordens da direcção da Frelimo.A Frelimo receava as consequências da gestão desastrosa a que aqueles municípios têm estado sujeitos por alegada falta de meios postos à disposição dos edis que cessaram funções e tentou, ao obrigá-los a renunciarem, transferir para eles o ónus da desordem e descalabro que reina nos municípios de Pemba, Cuamba e Quelimane.Para o presidente da CNE, fazer democracia não é criar desordem e vandalismo, mas, sim, um momento de reflexão e festa, daí o apelo ao respeito ao próximo, deontologia e ética ao longo dos próximos dias.O presidente da CNE referiu na conferência de Imprensa que os candidatos não podem usar bens públicos, como viaturas ou instalações do Estado, para fins de campanha eleitoral.O presidente da CNE avisou ainda que não vai tolerar qualquer acto de sabotagem durante a campanha. As próximas autárquicas serão em 2014. Nessa altura serão também eleitas as respectivas assembleias municipais. Nestas “intercalares” só serão eleitos os presidente dos conselhos municipais. (Raimundo Moiane)





quinta-feira, novembro 17, 2011

Ya-qub recebido por Guebuza

O Presidente moçambicano, Armando Guebuza, recebeu em audiência o líder da Oposição Construtiva, Ya-qub Sibindy, que entre os dias 23 a 31 de Outubro último esteve no Egipto em visita de trabalho, com o propósito de atrair investimentos para o país.Na audiência havida na Presidência da República, em Maputo, Sibindy apresentou o saldo da sua visita àquele país do norte de África, onde manteve vários encontros com as lideranças de instituições como a Consultoria Internacional Limitada (ICL) e do “International Investment Bank-Beltower”.Sibindy, que é também é líder do Partido Independente de Moçambique (PIMO), força política da oposição ( sem acentos no parlamento), revelou que o presidente do ICL, órgão de consultoria internacional ligada ao Banco Islâmico, estará em Moçambique, no final do mês, onde vai anunciar a disponibilidade de financiar o projecto de uma linha férrea eléctrica ligando o norte ao sul do país.Aliás, segundo Sibindy, os projectos entregues a ICL para investimentos estão avaliados em pouco mais de 17 biliões de dólares americanos e durante a visita do presidente do ICL serão discutidos os mecanismos técnicos para garantir a capacidade financeira naquele projecto.No pacote de iniciativas apresentados a ICL consta, segundo o líder do PIMO, o projecto de construção de uma indústria de transformação de carvão mineral em diesel, gasolina e outros combustíveis líquidos derivados deste recurso energético para aliviar a alta de preços no país.“Quanto as grandes reservas de carvão, uma das áreas de interesse, eles querem instalar uma indústria transformadora para converter o minério em combustível líquido, a semelhança dos derivados do petróleo, para minimizar os custos no mercado moçambicano”, explicou Sibindy.A construção do novo aeroporto internacional de Pemba, província de Cabo Delgado, norte do país, que vai aumentar o fluxo do turismo, bem como o projecto arco norte são iniciativas na manga do banco.Sibindy disse aos jornalistas que Moçambique ao tornar-se membro do grupo ICL ganha o estatuto de representante exclusivo da África e Médio Oriente em relação aos projectos financiados pelo grupo.

É pá!!!

Uma campanha publicitária lançada pela marca Benetton está a causar polêmica ao exibir outdoors com fotomontagens de líderes políticos e religiosos se beijando. O objectivo da campanha, baptizada “Unhate”, é se opor à "cultura do ódio".Entre os líderes retratados estão o papa Bento 16, que aparece aos beijos com Ahmed Mohamed el Tayeb, imã da mesquita de Al Azhar no Cairo. O Vaticano protestou contra a campanha.O presidente da ANP (Autoridade Nacional Palestina) também aparece beijando o primeiro ministro israelense, Binyamin Netanyahu. Numa outra fotomontagem, a chanceler alemã, Angela Merkel, é vista beijando o presidente francês, Nicolas Sarkozy.Já o presidente norte-americano, Barack Obama, aparece em duas situações; em uma beijando o líder chinês, Hu Jintao, em outra, Obama é visto dando um beijo no presidente da Venezuela, Hugo Chávez.
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva cortou (16) o cabelo e a barba, mantendo apenas o bigode, alterando uma imagem de décadas. A ex-primeira-dama Marisa Letícia foi quem raspou a barba e o cabelo de Lula, que se submete a sessões de quimioterapia em um tratamento contra um câncer na laringe.Em nota, o Instituto Lula informa que o ex-presidente se antecipou à queda de cabelo decorrente do tratamento. A equipe médica do petista previa que, a partir desta semana, ele começaria a perder tanto a barba como o cabelo. O ex-presidente permaneceu nesta quarta-feira no seu apartamento em São Bernardo do Campo (SP), onde foi submetido a um exame de sangue pela manhã. Na próxima semana, o ex-presidente realizará a segunda sessão de quimioterapia no combate contra o câncer.(Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula)

quarta-feira, novembro 16, 2011

Telhados de vidro

Membros dos secretariados dos comités locais do Sindicato Nacional de Jornalistas (SNJ) sediados na cidade da Beira afirmaram de forma unânime que o secretário-geral da agremiação, Eduardo Constantino, impôs uma mão ditatorial ao dissolver unilateralmente em Sofala, o secretariado provincial eleito em 2006, composto por Maria Celeste Mac-Arthur e Amad Sadique (Diário de Moçambique) e António Janeiro (Notícias). Consideram que a referida decisão, sem prévia consulta aos membros dos secretariados dos comités locais do SNJ desta parcela do país, mostra claramente uma mão ditatorial em “casa alheia”.António Chimundo, membro do comité local da sede do “Diário de Moçambique”, foi um dos entrevistados, tendo iniciado a sua intervenção lamentando a atitude do secretário-geral do SNJ. Afirmou que o visado agiu de má-fé, pois um órgão eleito em princípio só é dissolvido em assembleia que o elegeu por meio de votação dos respectivos associados. A fonte do “DM” afirmou que na eventualidade de existirem irregularidades, a pessoa seria convocada a uma assembleia extraordinária para analisar tais problemas para, em seguida, proceder-se à devida deliberação.“Não foi feita nenhuma consulta. Os comités locais do SNJ não foram convocados para em assembleia subscreverem tal decisão. Portanto, o secretário-geral saiu de Maputo e veio ditar suas regras na Beira, daí que digo que ele é ditador” – referiu António Chimundo, acrescentando que Eduardo Constantino nem sequer se fez presente na eleição do referido secretariado provincial.O interlocutor afirmou ainda que a pessoa do secretário-geral do SNJ está igualmente repleta de irregularidades, pois em nenhuma ocasião apresentou o relatório e contas mesmo recebendo dinheiro do Governo.António Chimundo frisou que a guerra instalada em Sofala visa, entre outros objectivos, “arrancar” a gestão do restaurante e das bombas de abastecimento de combustível para entregar a um “yes man” do secretário-geral na cidade da Beira. “Nós já conhecemos quem é essa pessoa”, disse Chimundo.Horácio João, do comité local do SNJ, jornal Notícias, delegação da Beira, afirmou, por seu turno, que o problema do fundo em relação à demissão do secretariado provincial de Sofala, tem a ver com a interferência, na medida em que todos pretendem tirar dividendos das instalações da agremiação nesta parcela do país.“Não conheço a realidade de outros sindicatos do país, mas me parece que não têm património, razão pela qual não há barulho similar ao vivido na Beira. Acontece que exceptuando Sofala, outras províncias do país já realizaram as suas conferências” – disse Horácio João, para quem a pessoa do secretário-geral está na mesma situação de irregularidades, pois há vários meses que não realiza a conferência nacional.“As coisas estão tão desorganizadas de tal forma que originam o não pagamento de quotas por parte de muitos jornalistas, pois estes não vêem o benefício de suas contribuições” – afirmou Horácio João, para quem a culpa é do secretário-geral e do secretariado provincial de Sofala, na medida em que o primeiro organismo “atropelou” os estatutos ao dissolver um órgão, que pecou por ter adiado sucessivamente a conferência sem uma justificação plausível.Horácio João aproveitou a ocasião para falar de outros assuntos, afirmando que um dos problemas graves que desmoraliza a camada jornalística em Sofala prende-se com a invasão dos editores e outros responsáveis da comunicação social, no SNJ, situação que dificulta a liberdade de expressão dos membros dos comités locais da agremiação.“Quem irá resolver os nossos litígios, uma vez que os nossos chefes são ao mesmo tempo juízes e árbitros” – questionou Horácio João.Enquanto isso, Constantino André, do comité local do SNJ da Rádio Pax, lamentou a atitude do secretário-geral do organismo, na medida em que aquele não tem competência para destituir qualquer secretariado provincial no país.“Era necessário que os comités locais do SNJ em Sofala fossem convocados para debater os problemas do secretariado provincial de Sofala e encontrar uma saída, mas o que aconteceu foi uma tomada de decisão unilateral, ou seja, o secretário-geral veio lavar roupa em casa do outro, isso não se faz” – afirmou o nosso interlocutor.

...estarem a limitar os espaços de recreação da juventude

Os membros da Juventude do Movimento Popular de Libertação de Angola, JMPLA, ameaçam realizar uma manifestação violenta contra a falta de liberdade de expressão no seio do partido no poder, noticiou rádio oficial da Casa Branca (Voz da América) , num despacho de António Capalandanda. Em carta ao primeiro secretário provincial do MPLA em Benguela, Armando da Cruz Neto, os protestantes avisam que irão sair às ruas no próximo dia 10 de Dezembro, data da fundação do MPLA, acompanhados de instrumentos perigosos para se defenderem contra uma eventual repressão policial.Na missiva a que radio oficial da Casa Branca teve acesso, os jovens avisam que irão boicotar as eleições no município da Catumbela e acusam alguns dirigentes daquela formação partidária de estarem a limitar os espaços de recreação da juventude da municipalidade. Ameaçam ainda esfaquear e espancar todo jovem que exibir “t-shirts” ou qualquer outro material de propaganda da JMPLA durante os protestos na Catumbela, caso a direcção do partido não resolva o conflito que opõe aquela organização juvenil e o próprio MPLA.A marcha de protesto, segundo a fonte citada pela VOA, irá terminar com um acto político onde os jovens, dizem que irão fazer uma declaração de abandono das fileiras daquela força política.Refira-se que inicialmente os protestos estavam planeados para o passado dia 11 de Novembro a partir das 24 horas mas por razoes ainda desconhecidas elas não aconteceram na data planeada.Contudo, os reivindicadores mostram-se dispostos em se manifestarem no próximo mês. “JMPLA Esperança Para Um Futuro Pior” é um dos slogans que os manifestantes pretendem usar durante os protestos.

terça-feira, novembro 15, 2011

Carros a gás, uma aposta para ganhar

O Governo moçambicano vai abrir 15 novos postos de abastecimento de viaturas movidas a gás natural até 2014.Os novos postos de abastecimento deste combustível serão construídos em diversos pontos, num plano que se enquadra na maximização do uso daquele tipo de combustível que se revela abundante em Moçambique.Fonte do Ministério da Energia é citada pela edição do jornal “Noticias” a revelar que já foram identificados parceiros do Governo, para a implementação deste projecto, como é o caso da Empresa Pública Petróleos de Moçambique (Petromoc) e a Autogás.Estudos recentes indicam que os carros que usam gás são altamente económicos, sendo que as suas despesas são quase um terço dos custos dos veículos que funcionam a gasolina. Com base neste projecto, prevê-se a construção de dois novos postos de abastecimento de gás natural na cidade de Maputo, a capital moçambicana. Em 2012 serão erguidas cinco bombas na Matola, Maputo, Manhiça, Vilankulo e Massinga e, em 2013, estas infra-estruturas serão expandidas para Macia, Chókwè, Xai-Xai e Inhassoro, todas estas zonas localizam-se na região Sul do país.Ainda de acordo com as previsões da Direcção Nacional de Energia, em 2014 outras quatro bombas serão construídas nos distritos da Maxixe, Funhaloro, Zavala (Quissico) e cidade de Inhambane, também no Sul de Moçambique.A iniciativa, segundo a fonte, será materializada através de um contrato de co-financiamento a fundo perdido, com as empresas Petromoc e Autogás a custearem as despesas de construção em 50 por cento por cada bomba, e os restantes 50 por cento suportados pela entidade gestora dos fundos de desenvolvimento do gás veicular.A fonte explicou que a decisão de co-financiamento foi tomada tendo em conta a onerosidade da construção de postos do género, cujos custos chegam a atingir cerca de 500 mil dólares norte-americanos por cada unidade, tomando-se também em consideração a debilidade financeira das empresas que vão implementar o projecto.Espera-se que nos primeiros quatro anos de implementação deste projecto, maior atenção estará centrada na cidade de Maputo por ser o local que concentra o maior parque automóvel do país (cerca de 250 mil veículos).Um dos grandes constrangimentos no uso de gás natural veicular em Moçambique está relacionado com a carestia dos custos de conversão das viaturas que chegam a atingir mais de 30 mil meticais por carro.Actualmente, a rede de canalização de gás natural, produzido nos campos de Temane, em Inhambane, apenas cobre as áreas da Matola e a parte norte da província de Inhambane, estando prevista a sua extensão para a cidade do Maputo e distrito de Marracuene