sábado, junho 18, 2011

Morreu ao tentar acabar com o vício

Um curandeiro moçambicano encontra-se detido na província central de Manica por suspeita de envenenamento mortal de um indivíduo que procurava tratamento para se aliviar da dependência de bebidas alcoólicas.Trata-se de um curandeiro do distrito de Machipanda que estava a administrar um determinado tipo de “medicamento” com o intuito de “curar” um cidadão que sofria de alcoolismo e que depois veio a perder a vida.Fonte policial citada pela Rádio Moçambique (RM), a emissora pública nacional, disse que o curandeiro em causa poderá incorrer a um processo criminal caso se confirme que a morte do referido indivíduo foi motivada pelo “medicamento” administrada pelo indivíduo actualmente a contas com as autoridades.Refira-se que a maioria da população moçambicana (cerca de 60 por cento) recorre a medicina tradicional para ter acesso aos cuidados de saúde, devido a fraca rede sanitária no país.Contudo, actualmente, esta actividade é realizada de forma desorganizada, havendo centenas de pessoas que se auto intitulam “médicos tradicionais” com capacidades para “curar” todo o tipo de doenças.Esta tendência levou a que a actividade se tornasse meramente comercial, pois os seus praticantes chegam a colocar os seus anúncios publicitários em jornais e na via pública sob olhar impávido das autoridades municipais.Em Novembro de 2009, o Ministério da Saúde criou o Instituto de Medicina Tradicional para coordenar e integrar os serviços da Medicina Tradicional nos cuidados de saúde primária do país.Actualmente, a medicina tradicional carece de uma organização, pois o Estado desconhece o verdadeiro universo dos praticantes desta actividade.

Mais membros, menos quotas pagas

O número de membros do partido Frelimo na cidade de Maputo, capital moçambicana, regista um franco crescimento, revelam dados apresentados durante a X sessão do Comité Central da Cidade de Maputo.Segundo Hermenegildo Infante, o número de membros da Frelimo na cidade de Maputo aumentou de 97.040 no ano passado, para 102.489 em Maio último.Estes dados mostram que cerca 10 por cento a população da cidade de Maputo, é membro da Frelimo, partido no poder.Um relatório apresentando na ocasião refere que foram criadas 22 células em todos os distritos municipais da cidade de Maputo.O mesmo documento sublinha que o aumento do número de membros do partido não está a ser acompanhado pelo incremento do pagamento das quotas.As quotas pagas até Maio deste ano totalizam apenas 293.195 meticais (um dólar equivale a cerca de 29 meticais ao câmbio actual).Até Dezembro do ano passado, o Comité da Cidade de Maputo arrecadou em quotas 906.847 meticais.

sexta-feira, junho 17, 2011

Agora sou eu!

O debate em torno da sucessão de Armando Guebuza no cargo do presidente da República de Moçambique já está em marcha. Em Abril do ano passado, a reportagem do Canal de Moçambique contactou Alberto Chipande e não descartou a possibilidade de ele vir a suceder a Guebuza, tendo condicionado o facto à decisão do partido Frelimo. A pergunta que colocada a Alberto Chipande foi a seguinte: “Uma vez que Armando Guebuza já afirmou que não está interessado num terceiro mandato, terá o senhor pretensão de lhe suceder?”.
Chipande afirmou: “Ainda não chegou o momento. Eu trabalhei para a Frelimo desde a sua fundação, com Eduardo Mondlane, Samora Machel, Joaquim Chissano, e agora com Guebuza. Em todos esses anos trabalhei, mesmo para o Acordo Geral de Paz.” Voltando à carga, para que respondesse “sim” ou “não” à pergunta Chipande não descartou o seu interesse: “Eu não sei. A Frelimo é quem sabe”. Seja como for, ficou explícito que Alberto Chipande não afasta a hipótese de ele vir a herdar o lugar de Guebuza, até porque os diferentes grupos da sociedade moçambicana têm discutido sobre a eventualidade de a sucessão de Guebuza abrir lugar à “verdadeira unidade moçambicana”, no lugar de, já lá vão 50 anos, a liderança da organização vir sendo preenchida por originários do Sul do país.
Embora tanto se fale de uma liderança da “nova geração” tudo indica que Alberto Chipande pode vir a suceder a Armando Guebuza, por uma razão de causa e efeito, nomeadamente o facto de a História de Moçambique –lhe atribuir-lhe a autoria do “Primeiro Tiro”, no início da luta armada de libertação nacional. De acordo com vozes que falam em surdina do interior do partido Frelimo, Chipande é apontado como o homem imediatamente a seguir a Armando Guebuza na lista pré-acordada no que diz respeito à sucessão hereditária ou colateral. Em 2014, o ex-guerrilheiro Chipande fará 76 anos, e outras duas figuras que rivalizaram com Armando Guebuza, em 2009, são mais novas do que ele: Afonso Dhlakama (61 anos) e Daviz Simango (50 anos, filho do então vice-presidente da Frente de Libertação de Moçambique, Uria Simango).
O antigo presidente da Frelimo, Joaquim Chissano (1986-2004) tentou sem sucesso quebrar a linha de sucessão hereditária-hierárquica dentro da Frelimo, quando deu azo a que jovens da “nova geração” concorressem ao lugar: enghº Hélder Muteia (Zambézia), enghº Felício Zacarias (Manica), entre outros, mas a ala radical rechaçou-os. Economista Luísa Diogo (Tete) e o Jurista Eduardo Mulémbwè (Niassa) caíram também em desgraça, sob o desígnio dos homens da “linha correcta”. A questão de sucessão na Frelimo promete pano para mangas, quando há também que se ter em conta os indícios de que os fiéis a Joaquim Chissano não se safam à purga. Apesar de Alberto Chipande não ter declinado a sua intenção de um dia ser presidente da Frelimo, em contacto connosco ele foi dizendo: “Não sou eu quem vou dizer sobre a sucessão. Estamos em democracia. Você sabe como é que se faz?” – retomou a pergunta, tudo indicando que remeteu a solução para o X Congresso do “Batuque e a Maçaroca”. Porém, a entrada de um candidato jovem está dependente da renovação ao nível do Comité Central, dominada em mais de 50% pela ala dos libertadores.
Lembre-se que Alberto Chipande (Cabo Delgado) foi Ministro da Defesa Nacional de 1975 até à década de 90. Foi também ele que pôs termo às infindáveis discussões no Bureau Político da Frelim
o, quando ainda não se sabia quem iria suceder a Samora Machel, acabado de desaparecer no acidente de aviação em Mbuzini, próximo da Namaacha, em território sul-africano. Conta-se que, já farto de conversas, o “Velho Maconde” deu o veredicto: “O presidente da Frelimo é o camarada Joaquim Alberto Chisssano”, e foi-se embora. Será que Chipande ainda manda alguma coisa na Frelimo, e que a hipótese do avanço de Armando Guebuza para um terceiro mandato foi quebrada pelo facto de ter chegado a hora de alguém que é do Norte? O futuro o dirá. (f1A.Chipande,S.Machel,A.Guebuza;f2 na frente de combate, A.Chipande sentado a esquerda de S.Machel)

Experiência

O fabricante norte-americano de aviões Boeing anunciou que o seu novo modelo cargueiro 747-8 vai realizar este fim de semana (25) o primeiro voo transatlântico com biocombustível a caminho da feira aeronáutica de Le Bourget, nos arredores de Paris.A Boeing apresentará o novo cargueiro 747-8 na conhecida feira francesa depois deste efectuar uma viagem de 8.029 quilómetros desde Seattle com os quatro motores GEnx-2B, da General Electric, alimentados com uma mistura de 15 por cento de biocombustível e 85 por cento de querosene tradicional.A Boeing disse também em comunicado que o novo avião, depois de cumprir o «voo histórico», permanecerá na exposição até 22 de Junho, descolando depois para o Luxemburgo. Para a vice-presidente da Boeing, Elizabteh Lund, o voo «dará um grande impulso aos esforços do sector da aviação para reduzir as emissões de carbono e melhorar a eficiência em todas as fases da indústria».O primeiro dos novos aviões será entregue em breve à companhia luxemburguesa Cargolux. O anúncio da Boeing para a utilização dos biocombustíveis surge no mesmo dia em que a indústria anunciou previsões de duplicação da frota mundial de aeronaves em vinte anos, o que irá gerar compras de 33.500 novos aviões em todo o mundo no mesmo período.

Ajude o HC M a ajudar as crianças com cancro

O Hospital Central de Maputo (HCM) lançou hoje um apelo de ajuda para criação de serviços de Oncologia Pediátrica naquela que é a maior unidade sanitária de Moçambique.Trata-se de um sonho que visa melhorar o tratamento de crianças padecendo de cancro. Actualmente, as crianças com esses problemas são assistidas em espaços limitados e em situação de carência de meios, incluindo equipamento e pessoal.“Há uma percepção de que o cancro não se cura, mas para o caso de crianças cura-se e a sua taxa de sobrevivência sobe”, disse a chefe do departamento Pediátrico do HCM, Isabel Maria Ruas, falando hoje a a margem das celebrações do Dia da Criança Africana que se assinala hoje no continente.Segundo Ruas, os serviços de Pediatria do HCM têm estado a tratar crianças que padecem de cancro há seis meses, mas esse trabalho ainda é realizado no meio de diversas limitações relacionadas com infra-estruturas, equipamento e pessoal.Actualmente, a Pediatria do HCM atende crianças com cancro num espaço com uma capacidade limitada para 15 crianças. Os tratamentos são assegurados por apenas uma médica especialista recentemente formada no Brasil, no âmbito de uma parceria entre as autoridades dos dois países.Desde que iniciou a sua actividade há seis meses, o departamento Pediátrico do HCM conta com um total de 30 crianças provenientes de todo o país e que se encontram a seguir tratamento.Não se sabe ainda do montante necessário para sanar essas limitações, mas Isabel Ruas disse que tal inclui investimentos na remodelação de edifícios e aquisição de equipamento. A formação de pessoal ainda é possível com base na parceria existente com organizações internacionais e com o Brasil.

1 celular = 499,00 Meticais

A Vodacom Moçambique, a segunda operadora de telefonia móvel no país, lançou oficialmente em Maputo, novas iniciativas que irão “revolucionar a vida de milhões de pessoas”.Trata-se de uma nova tarifa de cinco meticais por minuto, nas chamadas do pré-pago feitas para qualquer rede nacional, incluindo a fixa, a qualquer hora do dia, bem como telemóveis multi-funcionais “mais baratos que o mercado já conheceu”, vendidos ao preço de 499 meticais e que inclui um pacote inicial “grátis” com um crédito no valor de 20 meticais (um dólar equivale a cerca de 29 meticais ao câmbio actual). Estas informações foram avançadas hoje, em conferência de imprensa, pelo Presidente do Conselho de Administração (PCA) da Vodacom, Rui Fonseca e Presidente do Conselho Executivo desta mesma empresa, José dos Santos.A liderança desta empresa em Moçambique referiu que, na base da parceria com a Vodafone, a maior operadora móvel a nível mundial e accionista principal da rede Vodacom, está a disposição de todos os moçambicanos um outro telefone multifuncional, o “Vodafone 250”, por 699 meticais. Quem adquirir este telefone recebe grátis um pacote inicial e uma recarga de 500 meticais que, além do crédito da recarga, oferece 500 minutos grátis na rede Vodacom, 80 SMS e 15 MMS grátis.Esta “revolução” não significava a recepção de subsídios da empresa mãe já que a Vodacom Moçambique ainda não registou lucros desde o lançamento das suas operações em 2003? A liderança da Vodacom Moçambique respondeu que “não há nenhum subsídio da empresa mãe, mas sim há investimentos que proporcionaram a expansão da rede à escala nacional”.“Não queremos matar a concorrência porque ela faz bem em qualquer mercado”, disse Rui Fonseca, acrescentando que “quando se está a nascer não é fácil ter lucros”.Ele garantiu que mesmo sem lucros, a empresa regista um bom “cashflow” e resultados operacionais encorajadores. “Se não dermos o salto necessário neste negócio morreremos”, disse, por seu turno, José dos Santos, que não avançou qual é o segredo que estaria por detrás desta “revolução”.A Vodacom Moçambique, que promete lançar mais “surpresas” a 1 de Julho próximo, importou cerca de 100 mil celulares para serem comercializados ao preço de 499 meticais. A Vodacom Moçambique tem como accionistas a Vodacom International Limited, as empresas moçambicanas Emotel, Intelec Holdings Limitada e a Whatana Investiments Limitada.

No Dondo

A multinacional do ramo alimentar, a Nestlé, esta a investir, no Município de Dondo, província central de Sofala, 30 milhões de dólares norte-americanos, na montagem, a partir do presente ano de 2011, de uma fábrica para a produção de alimentos.Diogo Vitória, Director da Nestlé Moçambique Lda, diz que o projecto de construção desta unidade foi apresentado e aprovado pelo Governo, estando em curso, neste momento, o reassentamento das famílias retiradas do local onde será erguida a infra-estrutura.Segundo escreve o matutino “Noticias”, na sua edicao de hoje, trata-se de uma indústria de produção de caldos de cozinha, leite, café e outro tipo de produtos alimentares.Falando na na cerimónia de apresentação de uma nova marca de caldos daquela companhia, Diogo Vitória disse que a instalação da fábrica no Dondo vai trazer benefícios para muitos grupos de interesse, desde a própria companhia, passando pelos consumidores, ate os fornecedores de matéria-prima.“Nós teremos maior flexibilidade de adaptar a oferta dos nossos produtos e embalagens às necessidades dos nossos consumidores e os agricultores da zona, e não só, que poderão ser os nossos fornecedores”, disse Vitória, acrescentando que a ideia é abastecer o mercado interno e dos países vizinhos, especialmente da SADC.A fonte apelou ainda ao Governo e a outras entidades para prestarem o apoio necessário para que o projecto possa, a breve prazo, alcançar o resultado desejado que é criar actividades de rendimento para os produtores locais e novos postos de emprego.Vitória escusou-se a revelar o número de pessoas que serão empregues com a abertura da fábrica, mas garantiu que grande parte da mão-de-obra será admitida a nível daquele município.Sem também revelar o número de agregados abrangidos pelo programa de reassentamento, Diogo Vitória explicou que a previsão é de que o processo termine nos próximos meses e a companhia comece a operar em 2012.Informações da Nestlé Moçambique Lda indicam que uma vez em funcionamento, a fábrica do Dondo usará matéria-prima local e serão feitos produtos que vão responder às necessidades do mercado nacional e da região.

Chiiiiii....... !!!

Há, pelo menos, duas coisas exasperantes no caso da Cesta Básica a conceder aos que auferem menos de 2500 meticais no meio urbano. Uma é não se ter aprendido nada com o passado (leia-se 1 de Setembro). Outra é a sensação desculpabilizadora mediante a invocação de uma medida que quer dizer tudo e quer dizer nada.

Era 7 de Setembro de 2010 quando sucedeu algo similar. Salvo erro ou omissão decorrente do tempo que passa e, porventura, de a memória ser cada vez mais selectiva e apagar tristezas ou acontecimentos indecorosos, houve um arroz de terceira qualidade, aprovado por causa das revoltas de 1 e 2 de Setembro, que do pouco que se viu o cidadão recusou consumi-lo (trinca para galinha).

Os “vândalos” então baixaram o tom da revolta e o Governo escapuliu-se da responsabilidade ao prometer e, depois, não cumprir. Porém, como a fé em Moçambique parece ser mais forte do que a fome, ninguém se rebelou pela desfaçatez governamental. Aliás, se a população não era crente, crédula terá ficado, agradecendo aos “deuses” nos quais passou a acreditar por tão inusitada, quanto despropositada, benesse.

Percebe-se que o Governo tenha tomado uma decisão no calor das emoções quando se deu a revolta. Também se percebe que o ministro da Indústria e Comércio tenha caído por causa do ‘peso’ do pão e de um arroz que foi, na verdade, um altar à miragem.

O que não se percebe é que não tenha existido o tão propalado arroz e o povo se tenha contido no seu descontentamento. E o que não se percebe, de todo, é que não se tenham tirado ensinamentos deste caso para situações análogas, doravante.

Parece, todavia, que foi isso que sucedeu. O cântaro voltou à fonte e partiu-se outra vez. O Governo teve de aumentar o preço de combustível e, para conter possíveis revoltas, resultantes de uma óbvia escalada dos preços de bens de primeira necessidade “pariu” uma tal Cesta Básica. No entanto, tanto o Governo, assim como a opinião pública, sabiam que era impossível tornar tal benesse uma realidade.

Já se tinha dito, sabe-se, que a mesma, no caso de acontecer, seria uma gritante inconstitucionalidade pelo seu reduzidíssimo raio de acção. Aliás, a Cesta Básica é tão improvável que a STV reportou, na segunda-feira, que o Governo, no Conselho de Ministros desta terça-feira, anunciaria a sua suspensão.

Descoberta a coisa, veio o porta-voz do Governo, Alberto Nkutumula, dizer que o Conselho de Ministros “não falou sobre isso” e que, quanto à suspensão, se deveria consultar o meio de comunicação social que deu a informação. A questão que não obteve ainda resposta é muito simples: porquê?

Qual foi a razão que fez com que não se abordasse no Conselho de Ministros um assunto de âmbito e interesse nacional? Afinal a Cesta Básica não deveria ter começado a 1 de Junho? É um assunto que não interessa ao Governo? É um medida escrita a tinta que o tempo apagou? Foram medidas escritas a lápis? Foi uma chávena de café que se verteu sobre os papéis? Não estavam lá todos os elementos?

Alguém ficou pelo caminho? Voou pela janela do Gabinete do Primeiro-Ministro por causa de uma brisa vespertina? Não basta o que o vice-ministro da Justiça e porta-voz do Governo disse. O que ele afirmou é um altar ao vazio. O que não revelou é o que será feito das expectativas de quem aufere até 2500 meticais. Também não se referiu à alternativa a uma medida que se adivinhava insustentável. E será que dirá ao povo quando este sair à rua.

É, evidentemente, grave o sucedido. Por mostrar a insensibilidade do Governo. E cobrir de ridículo as instituições. Mas há, acima de tudo, um dado ainda mais grave.

É que, fechado em copas, o vice-ministro da Justiça não desculpabiliza, objectivamente, o erro ou erros praticados. Ele, Nkutumula, esqueceu que é porta-voz do Governo e não de uma simples sessão do Conselho de Ministros, pelo que é suposto esclarecer qualquer assunto de interesse nacional de que a Cesta Básica é disso um exemplo paradigmático.

O que o porta-voz veio dizer traduz-se em enterrar a cultura de responsabilidade que anda sempre arredia neste país. Aí está um comportamento triste que devia, sim, ser suspenso.(R.Lamarques)

quinta-feira, junho 16, 2011

“Neste momento, o país está estável! Não há razão para alarme”

O Primeiro-Ministro moçambicano, Aires Ali, disse que o país está estável não havendo, por isso, pertinência para a introdução da cesta básica para mitigar a alta de preços no mercado internacional.Aires Ali adiantou que o Governo está a gerir a situação em função da evolução dos preços no mercado internacional e que se o preço do combustível disparar o Executivo vai tomar outras medidas para mitigar os efeitos dessa subida.“Nós vamos analisar a realidade em função da situação. Se o preço do combustível disparar amanhã, vamos tomar outras medidas. Nunca dissemos que a introdução da cesta básica era um dado certo”, explicou Ali. O Primeiro-Ministro vincou que o Governo está preparado para gerir a situação em função da evolução dos preços no mercado internacional e que se os preços dispararem ao ponto de exigirem que se introduza a cesta básica, esta será introduzida.Importa referir que o Governo apresentou recentemente uma proposta de orçamento rectificativo a Assembleia da Republica, no qual a cesta básica tem uma dotação de 335,6 milhões de meticais (cerca de 11,7 milhões de dólares). “Neste momento, o país está estável! Não há razão para alarme”, assegurou Aires Ali.Refira-se que o Governo em Março último anunciou a introdução da cesta básica alegando que não tinha capacidade para manter as medidas de longo prazo que vinha implementando desde 2008, para conter a alta do custo de vida, ditado pelas crises de alimentos e financeira mundial.Para contornar esta falta de capacidade o executivo decidiu avançar para a tomada de medidas mais direccionadas que incluem a introdução da cesta básica e do subsídio (passe) de transporte.O facto, segundo justificou o Governo, é que estas medidas que vinham sendo observadas, desde 2008, eram generalizadas e bastante onerosas, por conseguinte, de manutenção impossível a longo prazo, dai a decisão de direccionar o seu apoio as camadas mais vulneráveis, com a introdução dos subsídios de cesta básica e de transporte.

Novas notas, novos edifícios no dia da moeda

Novas notas de 20, 50 e 100 meticais entrarão em circulação no mercado nacional a partir deste ano, revelou em Maputo, o Governador do Banco de Moçambique, Ernesto Gove.Trata-se de notas produzidas pelo polímero, um material sintético de maior durabilidade, ajustado a climas húmidos. De acordo com Ernesto Gove, a introdução de moedas produzidas com este novo material vai permitir reduzir significativamente os custos de reposição das notas degradadas. As notas de 20, 50 e 100 meticais têm maior rotação e estão mais expostas, por essa razão são as que mais rapidamente se degradam.“Com a adopção deste tipo de substrato, esperamos reduzir significativamente os custos em que incorremos com a reposição das notas degradadas, prolongando a longevidade das notas e também cumprir com o nosso dever legal de fornecer ao público, nas melhores condições de segurança e comodidade, notas de boa qualidade e imitáveis”, explicou.Gove, que falava por ocasião das comemorações do 31ºaniversario do metical, moeda nacional, acrescentou que “a rotação media das notas é de três anos e com estas notas podemos pelo menos resistir por cinco anos ou até mesmo duplicar o tempo de vida das notas em circulação”.O Governador do Banco de Moçambique lançou notas de 200, 500 e 1.000 meticais produzidas na base de papel, mas com melhoramento dos elementos de qualidade.Tais elementos são marca-de-água constituída pela imagem do primeiro presidente de Moçambique, Samora Machel, visível quando observado contra luz, fio de segurança incorporado verticalmente e visível na frente da nota com os dizeres “BM e valor da denominação em positivo e negativo”, sinais para deficientes visuais impressos em talhe doce e detectáveis pelo tacto e impressão em talhe doce.Por outro lado, apresentam elementos de tintas variáveis, elementos de tintas variáveis com efeito dinâmico aparecendo os dizeres BM e MIL, elemento de tintas variáveis com efeito dinâmico aparecendo os dizeres BM e 1000, banda iridescente constituída pelo logo do Banco de Moçambique, bem como o verniz em que no fundo aparecem os dizeres BM, MIL e losângulos nas bordas das notas.Gove explicou que a entrada em circulação das notas melhoradas não significa a introdução de uma nova família, nem implicará a retirada das notas actualmente em circulação.“Haverá circulação simultânea, período durante o qual teremos um processo gradual de introdução das notas melhoradas, que o publico obterá normalmente nas transacções comerciais e bancarias, não havendo, por isso, lugar a postos de troca”, clarificou.De referir que estes elementos de qualidade são introduzidos cinco anos depois da introdução da terceira família do Metical.A celebração dos 31 anos da criação do Metical foi marcada pelo lançamento do primeira pedra para a construção no novo edifício do Banco de Moçambique.Trata-se de um complexo composto por dois edifícios, nomeadamente de 30 e 19 andares. O mesmo será erguido num espaço entre as avenidas Samora Machel e 25 de Setembro, na baixa da cidade.De acordo com o responsável do projecto, Valdemar Monteiro, o edifício de 30 andares será destinado para escritórios, enquanto que o de 19 será polivalente que agregará um parque de estacionamento, restaurantes e outros escritórios.

Painel solar é o que está a dar

A província de Nampula, na zona norte de Moçambique, privilegia a montagem de painéis solares para a electrificação dos postos administrativos por considerar estes sistemas mais vantajosos em termos de custos operacionais comparativamente aos grupos geradores.Dados do governo da província de Nampula, revelam que foram electrificados na base de painéis solares, 11 postos administrativos dos 63 que compõem a província, dos quais 34 ainda não estão ligados a nenhuma rede eléctrica, enquanto que os restantes estão a ser alimentados por sistemas geradores. Actualmente, os painéis solares constituem a principal fonte de energia dos postos administrativos de Luluti em Mogovolas, Aube no distrito de Angoche, Milhana e Muite em Mecuburi, Imala em Muecate, Chica em Ribáue, Saua-Saua em Nacaoroa, Lunga em Mossuril, Nihessiue e Chinga em Morrupula e Chalaua em Moma.Com base nos mesmos sistemas estão electrificadas três localidades nomeadamente Nasalasse no distrito de Morrupula, Gere-Gere em Nacala-a-Valha e Methapue em Nacala Porto.No âmbito da electrificação da província, em 2010, o acesso a energia alcançou um total de 598.990 consumidores, dos quais 4.225 são consumidores do sistema isolado. No primeiro trimestre de 2011, a rede eléctrica chegou a um total de 8.575 consumidores elevando para 607.565 o número de consumidores com acesso a electricidade.A província de Nampula integra 21 distritos dos quais 17 estão ligados a Rede Nacional e os restantes quatro, nomeadamente Lalaua, Mongicual, Nacaroa e Mecuburi, encontram-se em processo de electrificação. Em 2010 foi electrificado o posto administrativo de Nacavala, no distrito de Meconta, elevando para 18 o número de postos administrativos com energia da Rede Nacional na província de Nampula.Assim, no quadro do projecto “Electricidade III” a província de Nampula prevê concluir a electrificação dos distritos de Lalaua e Mongicual até finais do presente ano e a electrificação de Nacaroa, Mecuburi e Chalaua até finais de 2012.

"Cesta básica” não é um dado certo

O primeiro ministro Aires Ali indicou ontem em Nampula que o governo poderá abandonar a ideia de subsididar uma “cesta básica” de produtos para proteger as populações mais pobres, noticiou a Voz da América num despacho do jornalista Faizal Ibramugy, a partir da chamada capital do norte.Aires Ali, reporta a fonte, disse que o Governo nunca disse que a “cesta básica” era um dado certo, mas sim, que há um conjunto de medidas planificadas, devendo o governo agir em função disso.O primeiro-ministro disse ainda, e citamos a Voz da América, que caso o país continue a registar a subida de preço de combustível, o executivo vai tomar outras medidas, mas não deu outros pormenores.Na Terça-feira e face a crescentes rumores de que o programa ia ser abandonado um porta voz do governo tinha afirmado que a “cesta básica” seria introduzida mas não deixou clara uma data para a sua aplicação. O porta-voz do Conselho de Ministro e vice-ministro da Justiça disse na última terça-feira que estava impedido de falar do assunto.A “cesta básica” tem sido criticada.A indignação popular é agora uma evidência dadas as expectativas que o governo alimentou ao prometer que a “Cesta Básica” seria introduzida no País a partir de 01 de Junho.Já estamos a 16 de Junho e nada aconteceu.

A outra lula

Uma espécie marinha de lula, rara em tamanho, com peso de 4,6 quilos e comprimento de 1,24 metros, foi capturada por uma embarcação da empresa Pescamar, no Banco de Sofala, e entregue anteontem à delegação do Instituto de Investigação Pesqueira (IIP) na Beira. As espécies de lulas mais frequentes no Banco de Sofala medem 30 centímetros e são conhecidas por lulas riscada e jóia, tal como explicou , Narci Nuro de Premegi, delegado do IIP de Sofala, ao referir-se à raridade daquele molusco nas mencionadas águas de Moçambique.Premegi, biólogo marinho, disse que a lula gigante apareceu como fauna acompanhante nas redes de arrasto da Pescamar, precisando que, pelas características da espécie, trata-se da lula indiana, conhecida cientificamente por ”LOLIGO DUVAUCELI”. “Por isso, a Pescamar quando capturou a espécie trouxe para o Instituto de Investigação Pesqueira, a fim de a instituição efectuar a suas investigação. Nós concluímos que esta lula praticamente não existe no Banco de Sofala. A existir, a espécie pode ter emigrado de qualquer ponto”, referiu a fonte, precisando que a ideia é colocar o molusco no museu.A lula mais comum é capturada com frequência no norte do Banco de Sofala, como fauna acompanhante, visto que não existe no país uma pesca orientada a esta espécie.

quarta-feira, junho 15, 2011

"Cowboiada " em Maputo

O crime violento está de volta a cidade de Maputo. Acaba de ocorrer um assalto a um banco com vítimas mortais: um cliente e um agente da segurança do banco.Em plena manhã de hoje, duas pessoas foram mortalmente baleadas num assalto a uma agencia bancária do banco nigeriano que funciona no novo edifício do Instituto de Comunicações de Moçambique no fim da 24 de Julho, na rotunda da Toyota, como é vulgarmente conhecida a zona.O assalto ocorreu por volta das 11 horas desta manhã no United Bank for Africa, agência que funciona no edifício-sede do Instituto Nacional das Comunicações de Moçambique (ainda não inaugurado), na Praça 16 de Junho.Um funcionário da “Sound City”, com sede mesmo ao lado, que pelo sinal ia depositar elevadas quantias de dinheiro, e um segurança da empresa G4S, que guarnecia a agência bancária, foram mortos no local e o dinheiro roubado.Os cadáveres foram recolhidos pela PIC-Polícia de Investigação Criminal.A Policia formou um grande aparato no local, depois do assalto ter-se consumado e os bandidos jã terem fugido. Nenhuma das autoridades quis prestar declarações à imprensa.Entretanto, a chefe dos Recursos Humanos da empresa Sound Citiy, Rosa Manicusse, confirmou o baleamento mortal do funcionário da empresa. Disse que se trata de um cidadão indiano, de nome Firoz Suleimane Bakhiria, mas disse desconhecer o motivo que o levou a se deslocar ao banco, alegando que estava ausente da empresa quando tal funcionário saiu para o banco.Da parte da G4S, empresa do segurança que guarnecia o banco, foi morto um agente, mas ninguém quis prestar declarações.A Sound City e uma empresa de venda de acessórios, equipamentos e manutenção de viaturas. O banco onde ocorreu o assalto de capitais nigerianos instalou-se recentemente no mercado moçambicano. A agência assaltada dista a menos de 100 metros da Sound City. (Borges Nhamirre)
O Governo moçambicano reiterou a introdução da cesta básica, ajuda direccionada para os mais pobres, mas não avança com data para a implementação da medida, disse o porta-voz do Conselho de Ministros de Moçambique, Alberto Nkutumula. Em Março, o Governo moçambicano decidiu eliminar o subsídio geral aos combustíveis, mantendo o subsídio aos combustíveis mais usados pelos transportadores privados de passageiros, e anunciou a introdução do passe de transporte para trabalhadores e estudantes.Na altura, o Conselho de Ministros aprovou igualmente a introdução, a partir de Junho, de um pacote básico para pessoas com rendimentos inferiores a 2.000 meticais, duas semans depois subiu o limite para 2.500, “composto por cereais, pão, peixe de segunda, óleo alimentar, açúcar e feijão”. O Governo moçambicano anunciou igualmente a atribuição de 335 milhões de meticais para subsidiar a cesta básica, um programa de atenuação do custo de vida em agregados com poucos recursos de 11 municípios do país. A partir do momento em que se introduzir o pacote básico alimentar, cessará o actual subsídio às panificadoras e ao arroz de terceira qualidade, “porque o pão e o arroz farão parte da cesta básica”, justificou, na ocasião, o ministro moçambicano da Planificação e Desenvolvimento, Aiuba Cuereneia.Contudo, a imprensa moçambicana noticiou, na segunda-feira, que o executivo de Maputo irá suspender a atribuição da cesta básica para definir melhor os critérios de distribuição, facto desmentido pelo porta-voz do Conselho de Ministros.“Nunca houve uma decisão, nem debate sobre a matéria. Não há nenhuma decisão do Conselho de Ministros relativamente a isso”, mas “ainda não há nenhuma data fixa” para o início quer do recenseamento do grupo alvo, quer da sua implementação, disse Alberto Nkutumula.As autoridades moçambicanas pretendem incluir no processo 1,8 milhões de pessoas residentes. A Renamo, principal partido da oposição moçambicana, qualificou de “paliativas” as pretensões das autoridades moçambicanas, porque “vão provocar indolência” na população do país, enquanto o Movimento Democrático de Moçambique (MDM), segundo maior partido da oposição do país, considera as medidas “meritórias”.

Rasgada a Constituição da República

A PRM na cidade da Beira, em Sofala, organizou um verdadeiro comício para acusar, publicamente, dois indivíduos de autores morais e materiais do assassinato de uma criança de dois anos, em Abril passado. Embora estejam ainda a aguardar pelo julgamento, a polícia disse à população do bairro da Munhava, e perante diversos órgãos de informação, que aqueles eram os responsáveis pelo crime e um deles, funcionário sénior do Conselho Municipal da Cidade da Beira, teria sido o mandante.Um dos suspeitos apresentados pela PRM confessou o crime, contando ter ido à casa do suposto mandante para pedir emprego, mas que este acabou propondo-lhe que arranjasse uma cabeça humana a troco de 100 mil meticais. No entanto, o suposto mandante diz “estar alguém por traz desta acusação” com o objectivo de o denegrir. Esta justificação não foi levada em conta pela polícia que levou os dois para a multidão e os apresentou como “criminosos”, de forma a convencer a população a “colaborar com as autoridades, denunciando os que cortam cabeças das nossas crianças” – explicou efusivamente Francisco Machaieia, da PRM.

G4s roubam armazém

Pelo menos três vigilantes da empresa de segurança G4S encontram-se detidos na província da Zambézia, Centro de Moçambique, por terem sido surpreendidos a roubar chinelos no armazém que era por si guarnecido.Segundo noticiou a Rádio Moçambique (RM), a emissora pública nacional, esses indivíduos integram um grupo de sete ladrões envolvidos nesse caso, quatro dos quais ainda se encontram a monte.De acordo com o chefe de Relações Públicas do Comando provincial da PRM na Zambézia, Ernesto Serrote, os três indivíduos ora detidos foram surpreendidos a roubar no armazém em causa.Questionados pela Polícia, os supostos ladrões confessaram que eram vigilantes daquele armazém e conheciam o esquema de segurança, o que facilitou a sua operação.A PRM diz estar a trabalhar no sentido de neutralizar os bandidos ainda a monte.

Ela cresceu 8.4%

Dados recentes divulgados pelo Banco de Moçambique indicam que a economia moçambicana cresceu 8.4% no primeiro trimestre de 2011, após 8.7% em igual período do ano anterior. Isto quer dizer que o crescimento económico abrandou na ordem de 0.3% em relação à variação registada no período em análise de 2010.Independentemente do abrandamento, os 8.4% de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) registados no primeiro trimestre de 2011 estão em linha com os objectivos de crescimento económico do Governo moçambicano, fixado em 7.4% para todo o ano de 2011.O Banco de Moçambique revela ainda que o maior desempenho da actividade económica no período em referência é atribuído ao sector terciário, com uma comparticipação de 10.7%, impulsionado pelos ramos dos transportes e comunicações, serviços financeiros e o de restauração.O segundo sector mais dinâmico foi o primário (8.9%), empurrado pelos ramos da agro-pecuária e silvicultura (9.3%) e o das pescas (6.8%). O desempenho do sector secundário (1.3%) foi também determinado pelo dinamismo do ramo da electricidade e água, com 4.0%.Em termos de contribuição para o PIB, a agricultura continua na liderança, com 25.0%, seguida da indústria transformadora (12.0%), comércio e serviços de reparação (11.0%), transportes e comunicações (11.0%), serviços financeiros e aluguer de imóveis, com 6.0% cada um.Por outro lado, o Banco de Moçambique revela que no mês de Maio de 2011 prosseguiu a tendência de queda da inflação anual, medida pela variação do Índice de Preços no Consumidor (IPC) da cidade de Maputo, ao passar de 13.04% em Abril, para 11.36%. A variação mensal dos preços de Maputo foi de 0.46%, após 1.98% em igual período de 2010.

Centistas moçambicanos desafiados

O Governo moçambicano quer que todas as instituições cientificas e os investigadores nacionais prestem atenção especial aos distritos com o intuito de transformar os desafios e constrangimentos que estas zonas enfrentam em fonte principal da agenda de investigação cientifica e de inovação.De acordo com o Ministro da Ciência e Tecnologia, Venâncio Massingue, o grande desafio dos cientistas moçambicanos é demonstrar com o impacto dos resultados das suas pesquisas a capacidade que a ciência, tecnologia e inovação tem de dinamizar a criação de novos produtos.Por outro lado, dinamizar a adopção de procedimentos mais céleres e eficazes na prestação de serviços e a agregação de valor ao longo da cadeia de produção.Massinga, que falava hoje, em Maputo, durante a aberturas das quartas jornadas cientificas e tecnológicas de Moçambique, que decorre até a próxima quinta-feira, sob o lema “ciência e tecnologia rumo à revolução tecnológica e do conhecimento”.“Como fazedores e promotores do conhecimento, devemos criar condições de o transformar em acções praticas com vista a proporcionar resultados palpáveis a todos os níveis, com ênfase para a solução dos problemas dos distritos” defendeu. Massingue referiu que a ciência e a inovação estão em constante crescimento no mundo e particularmente em Moçambique, onde há “grandes” oportunidades.Para ele, despoleta em Moçambique uma fase de desenvolvimento dependente da capacidade de conhecimento com recurso à tecnologias adequadas a esse conhecimento.O MINISTRO REFERIU QUE O Governo de Moçambique aprovou um conjunto de instrumentos legais para garantir o melhor funcionamento do sistema de ciências, tecnologia e inovação, com destaque para o Estatuto e a Carreira do inovador cientifico.Este instrumento surge em reconhecimento dos desafios que o país enfrenta e que permite a progressão dos investigadores, contribuindo, desta forma, para uma maior valorização dos cientistas moçambicanos.Outro instrumento aprovado pelo executivo é o Sistema de Mobilidade de Investigadores através do qual se pretende promover um maior intercambio entre os investigadores pertencentes à diferentes instituições de investigação.Durante as quartas jornas cientificas e tecnológicas, 62 trabalho de pesquisa cientifica serão apresentados.Trata-se de trabalhos ligados às ciências agronómicas, animais e florestas, ciências de saúde e etnobotânica, água, sustentabilidade ambiental, ciências marinhas e pesca, educação, ciências sociais e tranferência de tecnologia, bem como energia e tecnologias de informação e comunicação.Os trabalhos foram realizados em vários cantos do país e foram seleccionados de um grupo de 75 submetidos à comissão cientifica do evento.

Tribunal manda soltar , PRM recaptura e


..... o Governador da Zambézia, Francisco Itai Meque, lançou duras criticas ao tribunal e ao juiz de instrução criminal em Quelimane, a capital provincial, por soltura de supostos bandidos que, nos últimos tempos, aterrorizam aquele ponto do Centro de Moçambique.“Os gatunos roubam, violam pessoas, cometem diversos crimes e depois pagam caução e saem”, afirmou Itai Meque, acrescentando que “se o Comandante provincial da Policia fosse fraco, esta semana a população estaria a sofrer de novo”.Itai Meque assim se pronunciou durante uma sessão do governo distrital e da cidade de Quelimane, no âmbito da visita de trabalho que efectua aquele regiao. O jornal “O País”, editado em Maputo, escreve que o juiz de instrução criminal em Quelimane mandou soltar quatro supostos cadastrados, mediante o pagamento de caução, para além do tribunal invocar falta de matéria criminal para a detenção dos mesmos. Porém, apercebendo-se da retirada daqueles supostos bandidos, o Comandante Provincial da PRM, Lourenço Catandica, recolheu-os para as celas, de forma a garantir a ordem e segurança públicas, posição efusivamente aplaudida pelo governo provincial.Por seu turno, Ernesto Serrote, Porta-voz do Comando Provincial da Policia moçambicana (PRM) na Zambézia, disse que após terem sido soltos, proferiram palavras ofensivas aos membros da corporação, chegando mesmo a afirmar que “neste pais quem tem dinheiro não sofre”.A fonte ressalvou que esta situação não deve ser entendida como se se tratasse de um desafio ao tribunal. “Sabemos que o pagamento de caução é matéria de lei, mas também achamos que é preciso ter em conta a perigosidade do indivíduo na sociedade”, acrescentou a fonte. Quelimane tem estado a viver momentos de terror devido ao nível crescente de crime nos últimos três meses. Quadrilhas munidas de armas de fogos e catanas têm perpetrado assaltos durante a calada da noite em residências e na via pública, o que deixava a percepção de que a polícia perdeu o controlo da urbe, no que tange à ordem e segurança públicas.Nos assaltos a residências, os malfeitores espancam os homens e, não raras vezes, violam sexualmente as mulheres.Face a esta situação, a polícia reforçou a estratégia de combate ao crime e conseguiu colocar nas celas diversos grupos altamente perigosos, compostos por jovens que até confessaram o seu envolvimento em acções criminais.