segunda-feira, março 13, 2017

Eis-me aqui!

Imagem relacionadaQuando o cardeal argentino Jorge Mario Bergoglio assomou à sacada central da Basílica de S. Pedro, minutos depois de eleito Papa, eram elevadas as expectativas sobre o pontificado que Francisco inaugurava nessa noite de 13 de março de 2013 e as transformações e reformas que o líder religioso mais influente do Mundo viria a empreender.
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Encontrado "quase no fim do Mundo", nas palavras do primeiro Papa americano na sua primeira saudação, o novo chefe da Igreja foi saudado pelos progressistas, como o dominicano Frei Betto (Teologia da Libertação e dos movimentos sociais).Com a Igreja mergulhada em escândalos como a pedofilia, com a sucessão de denúncias de abuso de crianças por sacerdotes e o silenciamento dos crimes pela hierarquia, os desmandos do Instituto das Obras da Religião (IOR, vulgo "Banco do Vaticano") com investimentos em múltiplos negócios e até offshore, Francisco assumia tarefa pesada.
Resultado de imagem para PAPA FRANCISCOConcretizando a política de "tolerância zero" para com a pedofilia, o Papa assumiu que, "para a Igreja, neste domínio, não pode haver prescrição" - "temos de punir severamente os abusadores" - e estabeleceu normas para afastar e denunciar os autores.
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Na Cúria Romana, empreendeu a reestruturação dos órgãos de governo e administração e finanças, incluindo o IOR, e afirmou a sua autoridade junto de instituições como a poderosa Ordem de Malta.Reforçou também pontes com outras igrejas (esteve nas comemorações dos 500 anos de Martinho Lutero) e com as outras religiões monoteístas, em particular o mundo muçulmano, rejeitando a ideia de que as guerras - "a terceira guerra em pedaços" - são religiosas.
Resultado de imagem para PAPA FRANCISCOEntre as 29 viagens apostólicas, destacam-se as realizadas a Lampedusa para denunciar o drama dos refugiados, e a Cuba e aos EUA, pelo significado da sua mediação no restabelecimento das relações entre os dois países.Enquanto sobre a ordenação sacerdotal de mulheres mantém a posição da Igreja, apesar de valorizar o seu papel no novo dicastério para os leigos, a família e a vida, Francisco admite a ordenação de homens casados em casos excecionais, "por exemplo nas comunidades isoladas", apontou há dias ao diário alemão "Die Zeit".
Em matéria de moral sexual, mantém posições recuadas sobre contracetivos (na crise do vírus de Zica, recomendou a abstinência), mas os setores progressistas anotam avanços no domínio da moral católica, com o acolhimento dos homossexuais e divorciados recasados, na exortação apostólica "Amoris Laetitia" (Alegria no amor).Trata-se do tema que levou mais longe a oposição dos meios ultraconservadores, com quatro cardeais liderados por Raymond Burke a exigirem publicamente "esclarecimentos" de Francisco e o prelado norte-americano a insinuar que o Papa praticou uma heresia e acusá-lo de dividir a Igreja.
Resultado de imagem para PAPA FRANCISCOA imprensa católica dessa corrente minoritária não poupa o Papa a adjetivações agrestes, como "megalomania Bergogliana" e "pontificado destrutivo". "Só um transtorno delirante pode explicar como um homem que provoca discórdia, desordem e divisão na Igreja como nenhum outro papa na história pode dormir tranquilamente", escreveu no jornal "The Remnant" o presidente da Associação Americana de Advogados, Christopher 
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A. Ferrera.Até 10 de março, Francisco - nome que Jorge Mario Bergoglio adotou, como Papa, em homenagem a Francisco de Assis, "o homem da pobreza, o homem da paz, o homem que ama e preserva a criação" - proferiu 806 discursos, publicou 42 cartas apostólicas, duas encíclicas ("Laudato si", sobre questões ecológicas, e "Lumen Fidei", sobre questões da fé) e duas exortações apostólicas ("Evangelli Gaudium", sobre o anúncio do Evangelho, e "Amoris Laetitia", sobre o amor e a família).Desde 13 de março de 2013, o papa latino-americano realizou 29 viagens apostólicas (12 dentro de Itália e 17 fora) e tem já quatro previstas para este ano (Portugal, Índia e Bangladesh, Colômbia, Egipto).

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