quarta-feira, novembro 16, 2016

Guebuza fez muito pelo Estado moçambicano

Tenho noção de que alguns supostos militantes da Frelimo, meu partido de eleição, andam a questionar a quem me dá espaço para partilhar o meu pensamento com outros moçambicanos, a razão de dar-me esse espaço. Dizem esses "militantes" que eu ando a atacar os nossos líderes. Granda mentira!
Eu não podia esperar uma opinião mais mesquinha sobre o pensamento que decido partilhar com os meus compatriotas (moçambicanos). O que é provável é que esses "militantes" ignoram que mentir é pecado mortal. Com efeito, politicamente a Frelimo está a morrer por causa das mentiras que alguns desses "militantes" vêem insistindo em impingir aos moçambicanos.
A propósito, é preciso dizer que os verdadeiros inimigos internos da Frelimo e de Moçambique são aqueles malandros que advogam que os erros não são para serem apontados em público. Tenho comigo que esconder erros é errar exponencialmente, para além de ser insulto à inteligência de outrem. Erros não são para serem escondidos, mas sim para serem denunciados e corrigidos. E o seu reconhecimento e aceitação como tal erros por quem os cometeu torna mais efectiva a sua correcção. Erros escondidos viram tumor maligno ou cancro: matam lenta e dolorosamente. Quem duvida disto, detenha-se só um pouco para apreciar a forma como a Hillary Clinton e o partido Democrata acabam de perder as recentes eleições gerais nos Estados Unidos da América.
A propósito das recentes eleições norte-americanas, devo confessar que tive uma acesa discussão com alguns dos meus amigos versados em política internacional, quando eu lhes disse, desde o princípio, que Donald Trump tinha o discurso com o perfil adequado para ganhar estas eleições. Esses meus amigos, por sinal funcionários seniores do Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação (de Moçambique) fizeram troça não só da minha opinião como também de mim próprio. Disseram eles que eu tinha que deixar de me armar em político, que mal entendo, e me ocupar da Física. Em retrospectiva, lembrei a eles que me tinham dito a mesma coisa quando, em 2008, eu lhes disse que Barack Obama e ia ganhar as eleições gerais daquele ano nos Estados Unidos da América. Recordo-me que nessa altura eles disseram que os norte-americanos ainda não estavam preparados para ter um presidente qual Barack Obama: um homem com sangue da mãe África negra. Ocorreu, entretanto, que Barack Obama ganhou não só aquelas eleições, mas também as seguintes, em 2012. E hoje, Donald Trump e o partido Republicano ganharam as eleições gerais norte-americanas, novamente validando os meus argumentos.
E quais são esses argumentos?
Primeiro, a vontade do eleitorado de ver mudança que faça diferença. Quando Barack Obama foi eleito pela primeira vez, o seu discurso de campanha cativou a atenção do eleitorado porque prometia uma mudança real ressonante com a vontade da maioria do eleitorado norte-americano naquele momento. Naquela altura, era necessário terminar com a guerra no Iraque e associar os Estados Unidos da América com o movimento internacional a favor da economia verdade, alimentada por energia gerada a partir de fontes renováveis, em vez dos convencionais combustíveis fósseis, cuja liderança os Estados Unidos estavam a perder a favor da União Europeia. Isto a nível da política internacional. A nível da política doméstica, os norte-americanos precisavam da sair da recessão em que a guerra do Iraque, sobretudo, metera a sua economia. Em suma, o eleitorado norte-americano precisava de um presidente que se identificasse com a necessidade de colocar os Estados Unidos da América na liderança das causas que não estava a liderar, ou estava a perder liderança. O discurso do Barack Obama naquela altura estava alinhado com essa pretensão.
Segundo, hoje a economia norte-americana está recuperada do choque que sofreu durante, sobretudo, nos quatro últimos anos do mandato do George W. Bush. Barack Obama pode gabar-se de ter operado essa mudança positiva. Mas pecou por não conter o expansionismo que sempre caracterizou a política dos democratas americanos, e que torna os Estados Unidos da América um alvo preferencial do terrorismo internacional. O povo norte-americano está farto da política de confrontação com a Rússia que Barack Obama abraçou e a Hillary Clinton ia continuar. Bernie Sanders tinha o discurso de mudança positiva que os norte-americanos queriam ver acontecer, mas a liderança do partido democrata quis impingir-lhes a Hillary Clinton. O povo negou e preferiu ir pelo Donald Trump. Simples!
Aqui em casa (em Moçambique), a popularidade da Frelimo está em queda livre porque a certo momento da história de Moçambique independente apareceu uma classe de dirigentes políticos que se julgavam os mais espertos e inteligentes que os demais moçambicanos. Isso ocorreu de forma mais aberta depois da morte de Samora Machel. Tudo aquilo que Samora Machel combatia sem tréguas (pelo menos no seu próprio discurso), essa classe de dirigentes passou a permitir. Sem qualquer critério justo, privatizaram quase tudo, e eles passaram a ser os proprietários. Hoje eles que são o senhorio do Estado; o Estado paga renda a eles.
São esses dirigentes, que permitiram a corrida desenfreada para enriquecimento sem princípios, que colocaram a Frelimo em queda livre. E aqui não posso não apontar Joaquim Chissano como quem permitiu isso, porque também tinha vantagens a colher. Passivamente, ele permitiu a corrosão dos princípios e valores defendidos por Samora Machel. A corrupção passou a ser "oficial" durante os 18 anos que Joaquim Chissano esteve no poder. É por isso que eu não vejo razão para celebrar Joaquim Chissano como obreiro da paz. Paz real ou efectiva Moçambique NUNCA teve desde que é país independente. Estava-se no auge da Guerra Fria quando Moçambique ficou independente. O sistema de governo então escolhido pelos nossos libertadores, por conselho de "intelectuais" como Marcelino dos Santos, Sérgio Vieira, Jorge Rebelo e José Óscar Monteiro, entre outros, foi tal que mergulhou Moçambique numa confrontação directa com o Ocidente. Qual é, então, essa paz que Joaquim Chissano construiu em Moçambique, para ser celebrado como "obreiro da paz"?
Aceito celebrar Joaquim Chissano por ter continuado a cultivar o terreno que Samora Machel começara a preparar para lançar a semente da paz efectiva para Moçambique. Ele terminou de lavrar esse terreno e lançou a semente da paz,  e esta germinou, mas a planta não foi bem cuidada. Acarinhar Afonso Dhlakama com uma guarda pessoal privada e armada, fora dos prazos fixados no Acordo Geral de Paz (AGP), foi uma decisão MUITO ERRADA, tomada por Joaquim Chissano, e hoje está a servir para acelerar a queda livre da Frelimo.
Só Joaquim Chissano pode explicar aos moçambicanos por que deixou inconclusiva a implementação do AGP. Enquanto isso não acontece, eu vou especulando que Joaquim Chissano queria usar o Afonso Dhlakama para se manter no poder e inviabilizar o fortalecimento da república em Moçambique. Não encontro melhor explicação para o facto de ele (Joaquim Chissano) e Afonso Dhlakama terem deixado inacabado o processo de implementação do AGP. Estou até a pensar que Joaquim Chissano permitiu a corrupção para formar uma classe que iria defender a sua permanência no poder vitaliciamente. É essa classe que hoje vê Joaquim Chissano como "obreiro" de uma paz que Moçambique NUNCA teve, e insistem em impingir esta falácia a todos os moçambicanos. E os jornalistas moçambicanos ajudam essa classe na empreitada de impingir aos moçambicanos a falácia de que Joaquim Chissano é obreiro da paz. Qual paz qual carapuça!
Ocorreu que os camaradas perceberam que Joaquim Chissano os estava a querer fintar. É aqui que Armando Guebuza entra em cena. Ao contrário do que se pretende fazer crer, a transição da liderança da Frelimo de Joaquim Chissano para Armando Guebuza não foi nada pacífica do ponto de vista ideológico. Isso pode ser explicado pelo discurso de campanha para a conquista do primeiro mandato presidencial de Armando Guebuza. Falava-se de «acabar com o espírito do deixa-andar», em referência ao facto de que a liderança de Joaquim Chissano tinha deixado a corrupção galgar terreno em todas as instituições da República de Moçambique. Tal discurso moralizou o povo, que começou a confiar na mão já conhecida como dura de Armando Guebuza para recolocar a sociedade nos carris da ética. Infelizmente, Armando Guebuza não conseguiu implementar a sua estratégia de combate contra a corrupção. Aliás, ele se encantou com a corrupção, quando percebeu o que lhe podia proporcionar em pouco tempo. Afinal, o legado de Joaquim Chissano—a corrupção—era mais apetitoso do a vontade de combatê-lo. E assim que, paulatinamente, o combate contra o "espírito do deixa-andar" foi substituído pela instalação do "espírito de deixa-falarem".
Porém, objectivamente, em termos comparativos, em 10 anos Armando Guebuza fez MUITO e MELHOR pela Frelimo e pelo Estado moçambicano do que Joaquim Chissano fez em 18 anos. Ou seja, definitivamente para além de ter lançado a semente para a paz—que até germinou, mas a planta foi mal cuidada—não existe outro motivo inequívoco para celebrar Joaquim Chissano como obreiro da paz. Tal exercício é forçado por aqueles que até hoje estão a contribuir para a aceleração da queda da Frelimo. A liderança de Armando Guebuza equipou a Frelimo com um pára-quedas. Com efeito, logo que assumiu a liderança da Frelimo e do Estado moçambicano, Armando Guebuza iniciou e conduziu, com sucesso, o processo de revitalização das bases da Frelimo. A Frelimo voltou a ser aquela organização vibrante que era poucos anos antes da morte trágica de Samora Machel, seu líder carismático.
A revitalização da Frelimo sob liderança de Armando Guebuza assegurou a este um segundo mandato mais tranquilo. Só que Armando Guebuza, depois de um primeiro mandato bem conseguido, no segundo mandato cometeu o erro crasso de fazer-se rodear por antigos "C-class students". Anteriormente já expliquei o conceito de "C-class students": são indivíduos que no seu tempo de escola eram alunos de classificação máxima "suficiente", em todas as provas; suas notas nunca passavam disso, e para as obterem, tinham que copiar ou cabular. Portanto, no seu segundo mandato, Armando Guebuza rodeou-se de pessoas com grande défice de honestidade intelectual e integridade moral; pessoas para quem os fins justificam os meios. Havia algumas excepções, claro, mas grosso modo, no seu segundo mandato, Armando Guebuza fez-se rodear de pessoas de ideias pequenas e poucas, mas altamente arrogantes e pedantes. São essas pessoas que fecharam o pára-quedas da Frelimo, que entrou novamente em queda livre; são essas pessoas que nos levaram (a nós todos, moçambicanos) para onde estamos hoje. Tal foi o erro crasso de Armando Guebuza, e a minha intuição me diz que ele cometeu este erro de forma deliberada: não queria ser confrontado pelos seus colaboradores, para assim ele poder viabilizar os projectos que tinha em carteira, entre os quais liderar pessoalmente a negociação dos contratos de exploração dos recursos naturais que Moçambique possui.
Erradamente—assim eu penso—, alguns camaradas acharam que Armando Guebuza queria também perpetuar-se no poder, qual tentara Joaquim Chissano. Foi então—eu avento—que começaram a preparar Filipe Nyusi para a sucessão. A esperança desses camaradas era de que, qual não fora sonho de Filipe Nyusi um dia vir a ser Presidente da República de Moçambique, ele seria mais receptivo à sugestão e, por via disso, os camaradas que lhe escolheram poderiam influenciar a governação, quer em defesa de interesses de grupo, quer para voltar a abrir o pára-quedas da Frelimo. Enganaram-se. Filipe Nyusi é suficientemente instruído para saber que não deve obediência às pessoas que propuseram para ser Presidente de Moçambique e da Frelimo; ele sabe que deve tão-somente obediência à Constituição da República e aos Estatutos da Frelimo, não às pessoas. Só que este entendimento do Filipe Nyusi—que até é correcto—está a fazer com que ele cometa o mesmo erro cometido por Armando Guebuza: fazer-se rodear por antigos "C-class students", pessoas com um grande défice de vergonha; pessoas habituadas a viver de esquemas; pessoas instruídas na escola de Joaquim Chissano, que aceitou, sem explicação convincente, a eliminação da disciplina de Educação Política do currículo escolar.
Agora está a ocorrer que, na tentativa de fazer entender que não governa na base de recados, Filipe Nyusi está a confundir opiniões válidas, dadas gratuitamente para lhe ajudar a governar bem, com  recados. É por isso—assim eu penso—que Filipe Nyusi está a fechar-se em si mesmo, não quer ouvir a mais ninguém, execra a crítica, rejeita até opiniões úteis, e vai contradizendo o seu discurso inaugural—aquele discurso bonito que ele proferiu no dia 15 de Janeiro de 2015—com cada decisão que toma. Esta forma de estar no poder que Filipe Nyusi está a adoptar pode acelerar ainda mais a queda da Frelimo. Mas há ainda espaço para ele rever tudo isso e evitar a queda da Frelimo. Basta ele saber contar com uma geração sem nome de moçambicanos: refiro-me àquela geração de moçambicanos que estudou ou ensinou educação política; eles são homens e mulheres de Moçambique que execram a vida de cabrito comer onde estiver amarrado, que a escola de Joaquim Chissano ensinou aos moçambicanos.
Quando exponho publicamente este pensamento, não estou a atacar os nossos líderes, qual pretendem fazer crer os que estão habituados a viver de esquemas fraudulentos, que começam a considerar-me uma ameaça contra o seu o seu modo de vida. Não entendem que estou a ir em seu socorro, porque estão tão obcecados de viver à base da fraude. Nunca acreditaram na máxima de que a mentira tem perna curta. Porque eu exponho o que penso sobre onde as nossas lideranças levaram a Frelimo e a Moçambique, por culpa própria e induzida por esses sequazes da fraude, eles começam a querer cortar-me as pernas. Estou a ser acusado de indisciplina, por dizer o que penso e sei com clareza. Neste mural, esses sectários da vida fraudulenta raramente registam comentários. Preferem contactar-me no "in box", a protestar contra, ou a apoiar, certos conteúdos que partilho neste mural. Não tenho nada contra isso, desde que não vise coarctar a minha liberdade de pensamento e de expressão.
Haverá alguma saída para reabrir o pára-quedas da Frelimo?
Há, sim! É seguinte:
1. Restaurar a credibilidade de Moçambique no mundo. (A auditoria das dívidas da EMATUM, Proindicus e MAM é um bom passo nesta direcção.)
2. Aprimorar a cultura de comunicação do Executivo com a sociedade, como um mecanismo de prestação de contas aos cidadãos. (O silêncio do Governo ante denúncias, ainda que infundadas, é percebido pelo eleitorado como significando cumplicidade.)
3. Restaurar a autoridade do Estado através da credibilização do sistema de administração da justiça. (A Procuradoria-geral da República tem que investigar todas as denúncias, e prestar esclarecimentos ao público sobre o constatar nas suas investigações, nos termos da lei.)
4. Moralizar as forças de defesa e segurança, modernizando-as em termos de formação e equipamentos. (Já não fica bem a polícia de protecção andar armada com AKMs nas cidades.)
5. Solicitar a revisão urgente da Constituição da República de Moçambique, para fixar balizas claras sobre a estrutura do aparelho do Estado e o perfil de quem pode servir na função pública e nos partidos políticos. (Actualmente há indícios de que a Assembleia da República—onde a Bancada Parlamentar maioritária é da Frelimo—não está a fiscalizar devidamente a acção legislativa do Governo.)
6. Solicitar uma revisão dos Estatutos da Frelimo para se conformarem melhor com a Constituição da República de Moçambique. (A disposição que advoga que os militantes da Frelimo só se devem pronunciar sobre a vida do partido nos órgãos, é uma afronta à liberdade de expressão, consagrada na Constituição da República de Moçambique como um direito fundamental dos cidadãos moçambicanos.) 
7. Intervencionar TODOS os bancos criados com capitais de origem duvidosa e, por via, disso, desbaratar o esquema dos veteranos de luta de libertação nacional de impingir líderes ao povo moçambicano. (Os líderes não se impingem, eles revelam-se, ao povo.) Isto o Rogério Zandamela já começou a fazer (vede a lista de bancos na zona vermelha, na imagem que aqui vai junta) e eu acho MUITO correcto.
Mais eu não disse.
(Por Julião João Cumbana in facebook)

Moçambique, volta a crescer já em 2017

A taxa de crescimento da economia de Moçambique deverá aumentar a partir de 2017, depois de encerrar 2016 com o valor mais baixo dos últimos 15 anos, de apenas 3,6 por cento, de acordo com as mais recentes previsões da Economist Intelligence Unit (EIU).No entanto, com uma taxa média de 4,4 por cento em 2017/2018 e de 5,3 por cento em 2019/2021, o crescimento da economia de Moçambique continuará longe da média de 7,3 por cento que foi conseguida no período compreendido entre 2005 e 2015.A EIU afirma que a economia de Moçambique tem sido prejudicada este ano por falta de divisas, o aumento exponencial da inflação e despesa pública reduzida, em simultâneo com a percepção, entre os responsáveis da banca e das empresas privadas, da ocorrência elevada de riscos políticos.
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O relatório obtido pela Macauhub, citado hoje pelo “Notícias” de Maputo, adianta que a produção de carvão será um dos motores da economia devido ao aumento dos preços internacionais e à procura robusta por parte da Índia, um dos principais importadores deste produto, a que associará o esforço a ser desenvolvido pelas empresas mineiras para a redução dos custos de produção.A agricultura irá também dar a sua contribuição para a retoma da economia, com o esmorecimento dos efeitos do El Niño, mas tratar-se-á de um crescimento limitado devido à produtividade diminuta conseguida pelos pequenos agricultores.A redução da despesa pública, que se deverá contrair 16,4 por cento em 2017, limitará o crescimento dos sectores da construção e dos serviços, que historicamente se têm apoiado em contratos governamentais, mas a EIU antecipa que alguns investimentos privados permitirão a restauração da confiança dos empresários.A despesa pública deverá voltar a crescer em 2019, a uma taxa de 4,8 por cento, para crescer nos anos seguintes a taxas mais elevadas no intervalo entre 8,3 por cento e 7,8 por cento.A taxa de inflação, que acelerou para 24,9 por cento em Setembro – o valor mais elevado em mais de uma dezena de anos – deverá manter-se elevado nos tempos mais próximos, alimentada pelo efeito conjugado da desvalorização rápida da moeda, nomeadamente face ao rand sul-africano, de onde segue a maior parte dos produtos comprados por Moçambique, e a quebra da produção agrícola, particularmente no sul do país.A questão dos empréstimos contraídos por empresas públicas vai fazer com que a dívida pública, que em 2012 era de 37,8 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) e em 2015 de 75,8 por cento, atinja 127 por cento do PIB no final deste ano, para começar a descer em 2017 e 2018, com valores de 122 por cento e 111 por cento do PIB, respectivamente.

FMI, mais uma sacanagem

Resultado de imagem para rogerio manuel fmiO presidente da Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), Rogério Manuel, acusa o Fundo Monetário Internacional (FMI) de estar a agir, em certo momento, por má-fé naquilo que é o posicionamento deste organismo monetário internacional sobre a questão da dívida de Moçambique, comparado a outras nações, igualmente endividadas com o FMI.“Há aqui qualquer coisa que não está bem contada, há qualquer coisa que não está a deixar clara esta amizade, estes acordos. Se olharmos nas duas vertentes, olhar para aquilo que é a dívida de Moçambique, (estou a falar como moçambicano, como empresário nacional), olhar para aquilo que muitos países europeus tem como dívida com o FMI e olhar a dívida de Moçambique que tem com o FMI, e olhar os recursos que dão garantia a essa dívida que Moçambique tem, e olhar para esses países europeus que tem a dívida com o FMI, não tem, nem chegam ao calcanhar de Moçambique. Então, o que está acontecer aqui?”, questionou-se Rogério Manuel, procurando entender: “Quais são os interesses por detrás disto tudo?” Segundo escreve hoje o “Mediafax”, para este empresário, os interesses do FMI no país estão para além dos interesses comerciais. “Eu acredito que é má-fé”, acusou o presidente da CTA, argumentando que: “Depois de tanta conversa que tivemos, olhando para aquilo que é o pronunciamento deles e fazendo uma análise mundial, eu acho que há má-fé dentro disto tudo”, sublinhou.
“Só para ver que o interesse não é meramente comercial, as políticas do FMI não dividem aquilo que é o sector privado e o Estado. Neste caso, eles só podem trabalhar com o Banco Central e o Estado e não com o sector privado, mas as influências deles trazem esta parte negativa para o sector privado nacional” – censurou. O responsável pela CTA teceu estas preocupações à saída de um encontro, esta terça-feira, com uma delegação do FMI para África. Segundo Rogério Manuel, a delegação do FMI pretendia saber sobre o que a CTA acha da situação económica nacional. Do encontro, segundo disse Rogério Manuel, foram passadas em revistas diversas matérias que este organismo empresarial nacional tem vindo a discutir com o governo para que se criem almofadas para este tipo de situações que o país está atravessar. No mesmo encontro, Rogério Manuel revelou que a CTA deixou bem claro que o FMI devia olhar para Moçambique em duas vertentes, sendo uma empresarial e outra que é do Estado. “Não olhar para as empresas privadas como empresas do Estado”, disse. “Entre várias coisas, trouxemos propostas concretas dos encontros com empresas nacionais sobre a situação nacional do país, sobre os bancos, sobre a situação financeira do país”, apontou.Com um semblante algo preocupado, Rogério Manuel disse que as preocupações foram ouvidas pelo FMI, mas que simplesmente disseram que iriam analisar.A delegação do FMI não quis prestar declarações à imprensa, tendo apenas dito que “o encontro foi bom”.


terça-feira, novembro 15, 2016

“Hillary é a candidata do 1%”

Resultado de imagem para Julian AssangeJulian Assange concedeu uma de suas entrevistas mais incendiárias, num encontro com John Pilger (John Pilger Special),(7/11/16) cortesia de Dartmouth Films, na qual resume o que lhe parece mais crucialmente importante das dezenas de milhares de e-mails distribuídos por WikiLeaks esse ano. Pilger, australiano como Assange, realizou a entrevista, de 25 minutos, na Embaixada do Equador em Londres, onde Assange está confinado desde 2012, por medida de segurança, para evitar ser extraditado para os EUA. Mês passado, a conexão de internet de Assange foi cortada, alegadamente por “interferência” na eleição presidencial dos EUA, pelo trabalho de seu website.

John Pilger: O que significa a intervenção do FBI nesses últimos dias da campanha eleitoral dos EUA, desta vez contra Hilary Clinton?
Julian Assange: O FBI tornou-se efetivamente a polícia política dos EUA. Demonstrou isso ao provocar a demissão do ex-diretor da CIA[general David Petraeus] porque passara informação secreta para a amante. Quase ninguém é intocável. O FBI está sempre tentando demonstrar que ninguém consegue resistir a ele. Mas Hillary Clinton resistiu muito acintosamente contra a investigação do FBI, o que gerou muita ira, porque fez com que a instituição aparecesse em posição de fraqueza aos olhos da opinião pública. 
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Nós publicamos cerca de 33 mil emails de Hillary, de quando era secretária de Estado. São parte de mais de 60 mil emails, [dos quais] Hillary conservou cerca da metade, 30 mil. E nós publicamos a outra metade. Depois, estamos publicando os “Podesta emails“. [John] Podesta é principal coordenador de campanha de Hillary Clinton, portanto há um fio que percorre todos esses emails; há muita “negociação” do tipo “pague para jogar”, pay-for-play, como eles dizem, muito acesso liberado a estados, indivíduos e empresas, em troca de dinheiro. [Esses emails] combinam-se com o encobrimento dos de Hillary Clinton, de quando foi secretária de Estado, que gerou um ambiente no qual aumenta a pressão sobre o FBI.

A campanha de Hillary disse que a Rússia está por trás dos vazamentos, que Moscou manipulou a campanha e que é fonte de onde WikiLeaks recebe seus emails.
Resultado de imagem para destruiçao libiaO campo de Hillary conseguiu projetar esse tipo de histeria neo-macartista: a Rússia sempre é culpada por tudo. Hilary Clinton disse inúmeras vezes, mentindo, que 17 agências de inteligência dos EUA teriam concluído que a Rússia seria a fonte de nossas publicações. É mentira. Posso dizer, porque é absoluta verdade, que nossa fonte não é o governo russo.WikiLeaks publica já há dez anos. Ppublicamos 10 milhões de documentos, vários milhares de publicações individuais, vários milhares de diferentes fontes, e ninguém jamais encontrou informes falsos no que publicamos.
Os emails que provam que se vendiam acessos [a autoridades], que se trocava acesso por dinheiro, e o modo como a própria Hillary Clinton beneficiou-se desse “mecanismo” e como ainda se beneficia politicamente. São documentos realmente extraordinários. Penso no representante do Qatar, que comprou e pagou com um cheque de 1 milhão de dólares, o “direito” de falar diretamente com Bill Clinton, por cinco minutos.
Do Marrocos, cobraram 12 milhões…
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Exatamente, 12 milhões do Marrocos, é mesmo.
… para que Hillary Clinton comparecesse a uma festa.

Em termos da política externa dos EUA, e nesse setor os emails são especialmente reveladores, porque mostram a conexão direta entre Hillary Clinton e o surgimento do jihadismo, do Estado Islâmico (ISIS), no Oriente Médio. Você poderia comentar o modo como os e-mails demonstram essa conexão? Afinal, os que deveriam estar combatendo contra os jihadistas do ISIS, são, na verdade, os que ajudaram a criá-lo.
Resultado de imagem para campanha de hillaryHá um email do início de 2014, de Hillary Clinton, pouco tempo depois de ela ter deixado o Departamento de Estado, dirigido ao coordenador geral de sua campanha, John Podesta. Hillary diz que o ISIS fora criado pelos governos de Arábia Saudita e Qatar. Esse é o email mais significativo de toda a coleção, e talvez seja o motivo pelo qual há dinheiro saudita e qatari em todos os cantos da Fundação Clinton. O governo dos EUA até admite que algumas figuras sauditas tenham apoiado o ISIS. Mas a fantasia que se criou sempre foi a de que seria dinheiro de alguns príncipes “do mal”, usando o dinheiro que lhes cabe do petróleo para fazer o que quisessem, mas que a ação seria desaprovada pelo governo saudita.O que aquele email diz é que não. Quem pagava naquele momento para manter o ISIS eram os próprios governos saudita e qatari.

Os sauditas, qataris, marroquinos, bahrainis, particularmente os sauditas e os qataris, estão enchendo de dinheiro a Fundação Clinton, no exato momento em que Hilary Clinton é secretária de Estado, e o Departamento de Estado aprova negócios maciços de venda de armas, particularmente para a Arábia Saudita.
Resultado de imagem para  hillary iraqueAconteceu durante o mandato de Hillary Clinton o maior negócio de armas de toda a História, com a Arábia Saudita, [num total de] mais de 80 bilhões de dólares. De fato, durante o mandato dela como secretária de Estado, o valor total em dólares, das exportações de armas dos EUA, dobrou.

Claro, o outro lado dessa moeda é que o grupo terrorista conhecido como ISIS foi criado, em grande medida, com o dinheiro do mesmo pessoal que sustenta também a Fundação Clinton.
É.

É espantoso.
É verdade é que, no plano pessoal, Hillary Clinton me inspira muita pena, porque vejo uma pessoa que está sendo devorada ao longo da vida pelas próprias ambições, literalmente tão atormentada a ponto de adoecer. Ela desmaia, como resultado doentio das próprias ambições. Ela representa toda uma rede de pessoas e uma rele de relacionamentos com Estados determinados. A questão é determinar o modo como Hilary Clinton está encaixada nessa rede mais ampla. Ela é como um eixo de articulação que centraliza e distribui as “energias”. Há várias alavancas distintas em operação, desde os grandes bancos como Goldman Sachs e elementos importantes de Wall Street, e da inteligência, e pessoal no Departamento de Estado e os sauditas. Ela é o eixo de articulação-distribuição que interconecta todos esses diferentes braços. É como a representação central de tudo isso; e “tudo isso” é mais ou menos o que se vê hoje na posição de mais poder nos EUA. É o que chamamos de establishment ou de “o consenso da capital” [ing. DC consensus]. Outro importante email de Podesta, que já distribuímos, foi sobre como se formou o gabinete de Obama; como mais da metade dos nomes que constituíram o gabinete Obama foram basicamente nomeados pelo CityBank. É impressionante.

CityBank é aquele que mandou uma lista…
Resultado de imagem para  hillary iraque
Esse mesmo.

… com praticamente todo o gabinete Obama.
É.

Quer dizer que Wall Street decide quem fica e quem sai do gabinete do presidente dos EUA?
Se você acompanhava de perto a campanha de Obama naquela época, percebeu o quanto a campanha rapidamente se aproximou dos interesses dos bancos. Da mesma forma, ninguém pode compreender adequadamente a política externa de Hillary sem compreender a Arábia Saudita. As conexões com a Arábia Saudita são tão íntimas!

Por que Hillary manifestou-se tão entusiasticamente deliciada com a destruição da Líbia? Você pode por favor falar um pouco sobre o que os emails informam – sobre o que dizem a vocês –, do que realmente aconteceu na Líbia? Porque a Líbia é quase diretamente a fonte de muito do que hoje se vê acontecer na Síria: o ISIS, o jihadismo e tudo mais. E foi praticamente a invasão construída por Hillary Clinton. O que os emails nos contam sobre isso?
Resultado de imagem para hillary iraqueA Líbia é a guerra de Hillary Clinton, sim, mais do que de qualquer outra pessoa. Barak Obama inicialmente se opôs. Quem promoveu, sempre incansavelmente, aquela guerra? Hillary Clinton. Está claramente documentado nos emails dela. Ela pôs seu agente preferido, Sidney Blumenthal, nessa tarefa. São mais de 1.700 emails dos 33 mil emails de Hillary Clinton que publicamos até agora, só sobre a Líbia. Não porque a Líbia significasse petróleo barato. Mas porque ela viu a importância de derrubar Gaddafi e destruir o Estado líbio –, importante para ela mesma, porque viria a servir-se desse “feito” para concorrer à eleição geral para presidente. No final de 2011 apareceu um documento interno chamado Tick Tock On Libya que foi produzido para Hillary Clinton, e é a descrição cronológica do que ela fez como figura central na destruição do Estado líbio, que resultou em cerca de 40 mil mortos na Líbia; então os jihadistas mudaram-se para lá, o ISIS instalou-se lá, as populações residentes foram expulsas, o que gerou o fluxo de refugiados e a crise dos migrantes para a Europa.
Resultado de imagem para gadafiNão apenas gerou-se ali um fluxo de pessoas obrigadas a deixar a Líbia, a deixar a Síria, e a desestabilização de outros países africanos, por efeito direto do fluxo de armas para a região, mas o próprio Estado líbio foi desmontado e perdeu a capacidade de controlar os fluxos de migrantes que passaram a cruzar o país. A Líbia está diante do Mediterrâneo e sempre funcionou como a rolha que continha a pressão do resto da África. 
Por isso, pode-se dizer que [a destruição do Estado líbio é a origem de] todos os problemas, problemas econômicos e a guerra civil na África. Porque antes, os problemas não eram canalizados diretamente para a Europa: a Líbia operava como guardiã do Mediterrâneo.Exatamente o que, naquela época, início de 2011, dizia o coronel Gaddafi: “O que esses europeus pensam que estão fazendo, tentando bombardear e destruir o Estado líbio? Haverá inundação de migrantes e jihadistas saídos da África, que entrarão diretamente na Europa.” Foi precisamente o que aconteceu, efeito direto da guerra de Hillary Clinton.

Você ouve reclamações de pessoas que dizem “O que é isso que WikiLeaks está fazendo? Estarão tentando pôr Trump na Casa Branca?”
Resultado de imagem para  hillary  e obamaMinha resposta é que Trump não será “autorizado” a vencer. Não lhe permitirão vencer. Por que digo isso? Porque Trump tem contra ele todo establishment, todos os vários campos do establishment. Não há uma única área ou setor do establishment a favor de Trump. Talvez só, no máximo, os evangélicos, se se pode dizer que sejam um establishment. Bancos, inteligência, empresas fabricantes de armas, dinheiro de fora etc. todos esses apoiam Hillary Clinton. E a mídia-empresa comercial, claro. Os proprietários das empresas comerciais de mídia e, também, os próprios jornalistas seus empregados.

Há também a acusação de que WikiLeaks estaria associado com os russos. Há quem diga “Ora, por que WikiLeaks não investiga nem publica emails sobre a Rússia?”
Publicamos cerca de 800 mil documentos de vários tipos, relacionados à Rússia. Muitos deles são criticamente importantes; e a partir do que publicamos surgiram vários livros sobre a Rússia, muitos deles de crítica à Rússia. Nossos documentos [sobre a Rússia] já foram usados em inúmeros processos judiciais, dentre outros de refugiados, de pessoas que fogem de algum tipo de declarada perseguição política de que seriam vítimas na Rússia. Em vários desses casos, nossos documentos foram citados em tribunais, como prova.

Como você, pessoalmente, vê as eleições nos EUA? Tem alguma preferência? Clinton ou Trump?

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[Falemos para começar, de] Donald Trump. O que ele representa na mente dos norte-americanos e europeus? Representa o lixo norte-americano branco [que Hillary Clinton chamou de] ‘deplorável e imperdoável’. De um ponto de vista de um establishment letrado cosmopolita urbano, são gente que eles classificam como “lixo norte-americano branco”; são intratáveis, é impossível confiar neles. Porque Trump representa muito claramente – por suas ações e palavras, e pelo tipo de gente que participa dos comícios dele – gente que não está “no meio”, que claramente não é a classe média alta educada. Por isso, há esse medo de se aproximarem daquelas pessoas, um medo social que degrada o status de classe de quem quer que seja “acusado”, seja como for, de ajudar Trump — inclusive criticando Hillary Clinton. Se você analisa o modo como a classe média obtém o poder econômico e social que tem, aquele medo que afasta de Trump faz absoluto sentido.

sexta-feira, novembro 11, 2016

Malfeitores executam crimes recorrendo a telefonemas

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As operadoras de telefonia móvel vão bloquear, a 01 de Dezembro próximo, os Módulos de Identificação do Subscritor (cartões SIM) que até essa data não estiverem registados, em cumprimento duma ordem do Instituto Nacional das Comunicações de Moçambique (INCM), que, através das três companhias, pouco e nada tem feito no sentido de auxiliar o Governo a combater a criminalidade que continua a ser planificada e concretizada por via de chamadas telefónicas.
Os raptos, que parecem ter abrandado, são esboçados por via de telefonemas e os valores de resgate são igualmente exigidos às famílias das vítimas pela mesma via. Entretanto, não se conhece, publicamente, um exemplo pragmático em que quadrilhas tenham sido desarticuladas mercê da interceptação de chamadas telefónicas.A Autoridade Reguladora das Comunicações em Moçambique diz, num comunicado enviado ao @Verdade semana finda, que o bloqueio de cartões SIM ocorrerá à luz do Decreto nº 18/2015, de 28 de Agosto.
Resultado de imagem para smsA medida visa “contribuir para a melhoria da vida do cidadão em operações que podem ser executadas por via de telefone, incluindo outros serviços de valor acrescentado”, bem como “proteger o cidadão contra actos criminais que podem ser perpetrados usando-se o telemóvel e promover o uso responsável do cartão SIM”.
Que os cidadãos estejam a ser protegidos de “actos criminais que podem ser perpetrados usando-se o telemóvel” não é de todo verdade, pois é o mesmo cidadão que se torna vítima da ineficácia das autoridades no uso das operadoras de telefonia móvel para neutralizar os malfeitores.
Aliás, algumas burlas têm sido traçadas e postas em prática a partir dos estabelecimentos penitenciários. Isso é público, mas as autoridades parecem impotentes em relação a este problema.
São vários os exemplos que, de longe, consubstanciam o que acima está exposto. A 05 de Setembro passado, o proprietário da “Casa Universo, Lda” foi raptado, por pessoas até aqui a monte, à saída da sua loja, na capital do país.
Volvidos vários dias, a vítima foi restituída à liberdade após pagar resgate cujo montante se desconhece. As negociações foram realizadas por telefone, a par do sucedeu com o sequestro, mas não foi possível a Polícia deter os presumíveis criminosos.Uma semana depois, o seu irmão foi também raptado e até hoje não se sabe, publicamente, que sorte teve.
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Sobre este assunto, Octávio Zilo, Procurador da República de 1ª na Procuradoria Provincial de Maputo, entende que o combate a este crime depende, em parte, de uma “polícia mais qualificada, mais treinada, mais motivada e mais honesta”.O magistrado, que falava em Maputo, em Setembro passado, num seminário sobre as “Dinâmicas Actuais da Criminalidade em Moçambique: Desafios para Prevenção e Combate”, considerou que este era um dos problemas cuja prevalência decorre da insuficiência de meios tecnológicos indispensáveis ao seu combate e da dificuldade de localização e captura dos agentes do crime, devido ao medo das vítimas em fazer o seu reconhecimento.Para além disso, enquanto os malfeitores continuarem a planificar e realizar desmandos através de telefonemas, o que o INCM chama de promoção do “uso responsável do cartão SIM” será sempre irreal e questionado.

quarta-feira, novembro 09, 2016

Trump perto da vitória......

Resultados das eleições dos EUA de 2016
Atualizado a 9/nov/2016 8:14 CAT
Em direto
Presidente
79 votos eleitorais ainda disponíveis
80% contabilizados
Votos
Donald Trump
Partido Republicano
48%
54 680 332
Hillary Clinton
Partido Democrata
47%
53 311 544
Gary Johnson
Partido Libertário
3%
3 609 433
Jill Stein
Partido Verde
0,9%
1 018 455
Outros candidatos
0,6%
637 680
Senado dos EUA
34 de 100 assentos para eleição
Os Republicanos conquistaram a Câmara dos Representantes dos EUA
Fontes: AP, Saber mais
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