sábado, março 26, 2011

Um recluso foi gravemente ferido por um projéctil disparado por arma do tipo AK-47 na cadeia distrital de Ancuabe, província de Cabo Delgado, norte de Moçambique.De acordo com um comunicado do Ministério da Justiça , o incidente teve lugar na manhã de hoje, cerca das 06.00 horas, quando um agente em serviço, no acto da abertura da porta da cela, foi agredido por dois reclusos que depois se puseram em fuga. Na circunstância, o guarda prisional disparou várias vezes para o ar em vão, numa tentativa de os demover da sua intenção, explica o comunicado.O agente prisional, na sua tentativa de conter a fuga, disparou para uma das pernas e acabou alvejando um deles na zona da bacia.Já foram feitas diligências para transferir o recluso de Ancuabe para o Hospital de Pemba.
A sociedade civil moçambicana reprova o programa de construção de escolas implementado pelo Ministério da Educação (MINED) devido ao seu fraco desempenho.Representada pelo Movimento de Educação para Todos (MEPT), a sociedade civil considera que o equipamento escolar continua a ser uma miragem nas salas de aula, tanto nas zonas rurais, como nas zonas urbanas.Segundo o Presidente do MEPT, uma organização que congrega várias organizações da sociedade civil moçambicana, Reginaldo Sive, o MINED deve fazer um esforço adicional para melhorar o seu desempenho nesta área.“A área de construções escolares ainda não merece a aprovação da sociedade civil devido a sua baixa capacidade de realização. Sabemos que o MINED tem uma nova abordagem para as construções escolares, mas temos que ter sempre presente as lições apreendidas do processo anterior para que, ao fim de alguns anos, não tenhamos que procurar justificativos para o nosso fracasso” defendeu. O Governo introduziu, a título experimental, o Projecto de Construção Acelerada de Infra-estruturas Escolares que foi implantado efectivamente em todo o país a partir de 2006. Entretanto, este projecto tem-se mostrado ineficaz para resolver o problema de salas de aulas. Inicialmente, previa-se construir seis mil salas de aula por ano, uma meta que nunca chegou a ser alcançada.Desde 2005 foram construídas, em todo o país, apenas quatro mil salas de aulas para os alunos de ensino primário. No início, a falta de recursos condicionou o cumprimento das metas estabelecidas. Refira-se que Moçambique precisaria gastar 72 milhões de dólares por ano para construção das seis mil salas. Contudo, devido a exiguidade do seu orçamento, o MINED viu-se obrigado a rever as suas metas.Mesmo com metas mais modestas, os planos não chegaram a ser alcançados, uma vez que os empreiteiros carecem de capacidade técnica para executar as obras dentro dos prazos estabelecidos.A filosofia da construção acelerada de salas de aula consiste no envolvimento das comunidades e empreiteiros locais. Os primeiros oferecem material local, como tijolos, pedra e areia, ficando os empreiteiros com a responsabilidade de executar as obras.Uma vez que os empreiteiros locais carecem de capacidade técnica e financeira, muitas obras transitam de um ano para o outro, razão pela qual muitas crianças continuam a estudar em condições inadequadas.Como consequência da ineficácia deste projecto, cerca de 700 mil crianças continuam a estudar ao relento e sem as mínimas condições de aprendizagem, uma situação que afecta sobremaneira o seu aproveitamento pedagógico.Enquanto isso, outros milhares de crianças não conseguiram ingressar na escola este ano.Entretanto, o Governo, por via do Ministro da Educação, Zeferino Martins, diz que vai prosseguir com o programa de edificação de infra-estruturas educacionais, incluindo residências para professores e seu apetrechamento.

quinta-feira, março 24, 2011

Camponês sente que está a ficar sem terra

Moçambique estuda melhores formas de prevenir e abordar problemas de conflitos de terra que ocorrem um pouco por todo o pais.Com efeito, em Maputo, a primeira sessão do Fórum de Consulta sobre Terras (FCT), com o objectivo de debater diversos temas da área, com destaque para a situação da administração de terras no país.Falando a jornalistas, o director nacional de Terras e Florestas, Dinis Lissave, disse que o encontro, organizado pelo Ministério da Agricultura (MINAG), resulta da necessidade de implementar o decreto do ano passado sobre o FCT que procura juntar todos os actores da sociedade no processo de administração da terra.Segundo Lissave, actualmente, há uma percepção de haver problemas na administração de terras nos modelos actuais de atribuição deste recurso que envolvem os administradores distritais, os municípios, os serviços de Geografia e Cadastro e as comunidades.“Diz-se que, em algum momento, os procedimentos não estão sendo cumpridos”, afirmou, acrescentando que “os conflitos de terra podem se traduzir de diversas maneiras, incluindo quando um DUAT (Direito de Uso e Aproveitamento de Terra) não foi bem realizado, mas também pode resultar da disputa de terras ricas ou quando não se respeitam os limites”.A sessão de hoje deste fórum visa identificar os problemas relacionados com conflitos de terra de modo a serem abordados num outro encontro deste órgão a acontecer futuramente.“Vamos analisar se os problemas incidem ou não com os que vamos abordar nos temas a serem abordados com os grupos de reflexão para o debate. A próxima sessão vai trabalhar no sentido de esclarecer os problemas”, disse. Questionado sobre porquê só agora as autoridades procuram identificar os problemas de conflitos de terra quando esse problema vem ocorrendo no país há anos, o director de Terras e Florestas disse que não havia cobertura legal para uma consulta mais abrangente.“A dinâmica agora é outra e o método mudou agora com a aprovação do decreto 42/2010 de 20 de Outubro, que procura trazer todos os actores que se interessam pelo processo de administração de terras, incluindo a sociedade civil, o sector privado, e tantos outros. Antes, quando houvesse uma situação, só se recorria ao que estava escrito no decreto, não havia mecanismo de consulta abrangente”, explicou Lissave.Além de analisar o ponto de situação da administração de terras no país, este Forum de Consultas sobre Terras também visa debater temas como o processo de planeamento de uso de terra, ente outros assuntos, transferência de DUAT’s, processo de revisão das taxas, constituição do Cadastro Único de Terras e revisão do modelo de consultas comunitárias.
Moçambique está entre os 22 países do mundo mais afectados pela tuberculose, razao pela qual o governo declarou a doença emergência nacional para controlar a propagação desta pandemia que originou 46 mil novas ocorrências.Todavia, segundo o Ministro da Saúde, Alexandre Manguel, a tuberculose, apesar de ser uma doença grave quando diagnosticada cedo e tratada correctamente, leva a cura do paciente e o serviço de diagnóstico e tratamento está disponível nos centros de saúde e são gratuitos.O Ministro disse, por outro lado, que a grande maioria dos novos casos de tuberculose diagnosticados no país são também associados ao HIV/SIDA, uma vez que se estima que cerca de metade dos casos da doença tem a coninfecção pelo HIV.'Existe uma grande associação entre a tuberculose, o HIV/SIDA e a pobreza. Estes três problemas de saúde pública representam uma séria ameaça ao bem-estar do nosso povo', disse o governante.
Mangel acrescentou que como forma de fazer face ao grave problema, a estratégia do Ministério da Saúde (MISAU) está orientada para oferecer serviços de diagnóstico e tratamento de forma integrada.Uma dessas estratégias, segundo o Ministro, consiste no reforço do envolvimento comunitário através de voluntários que são treinados pelo MISAU para suspeitar de casos da tuberculose, conduzi-los ao diagnóstico na unidade sanitária e ainda assegurar que o tratamento seja iniciado precocemente e que seja contínuo durante os seis meses até a cura.Aliás, o lema escolhido para 2011 responde directamente à necessidade de se acelerar os esforços no sentido de uma maior participação comunitária e de maior impulso à investigação, para garantir métodos de diagnóstico mais eficazes e de tratamento de curta duração com novos medicamentos, incluindo para os casos de resistência.Em Moçambique, o número de casos continua a crescer. De 2007 a 2010, registou-se um aumento significativo de 38.044 para 46.174 novos casos de tuberculose, dos quais 20.097 representam os casos mais infecciosos da doença.

Saiba como lucrar USD 1.500 por semana

John Kyalo Mulwas já não conseguia suportar a sua família cultivando os seus seis hectares de terra como sempre o fez e decidiu abandonar a agricultura e abriu um bar, deixando a terra – e as decisões sobre a actividade – para a sua esposa, e verificou-se que ela se tornou melhor do que ele alguma vez foi.Fidelis Mbithe acorda às seis horas da manhã todos os dias para arrancar algumas folhas de couve para alimentar as galinhas, por vezes ela acrescenta outros ingredientes, como milho moído e ervilhas para as aves, uma vez que elas não podem viver só de vegetais. “Esta é uma zona de seca. É por isso que devemos utilizar o conhecimento local para sustentar qualquer tipo de agricultura e criação de animais”, disse ela.Os frangos de Mbithe estão na base do seu sucesso desde que ela tomou conta da administração dos seis hectares da família na pequena aldeia de Kiambani, no leste do Quénia. Em 2007, ela começou com cinco frangos e com todo o cuidado ela atingiu os actuais números que lhe dão fama.Ela utilizou os ganhos da criação de frangos aplicando-os na terra. “Eu cultivo vários tipos de vegetais. Também cultivo milho e mapira – basicamente para uso doméstico e alimento para as minhas galinhas. Uso o remanescente para vender no mercado local.”Em Janeiro deste ano, Mbithe e outros membros do seu grupo começaram a semear piri piri e outras sementeiras resistentes à seca, para exportação. “Temos pessoas que vêm todos sábados com camiões para comprar o nosso produto para os mercados de exportação”, disse.Ela conta com três trabalhadores e outros três sazonais diariamente. Aos sábados, quando ela faz a colheita para exportação, ela contrata mais trabalhadores, chegando a completar 15.Mbithe diz que a sua farma tem um rendimento de cerca de 1.500 dólares americanos por semana, que ela utiliza para pagar aos trabalhadores, para comprar os necessários insumos, e o resto para o consumo da família, incluindo a sua sogra e o marido.Por vezes, Mulwa ajuda a sua esposa a supervisar as actividades da farma quando há muito trabalho, mas acha melhor deixar tudo sob o controlo dela. “As coisas mudaram. De facto ela me ajuda algumas vezes a actualizar o estoque do bar e, ao mesmo tempo, ela toma conta do trabalho doméstico. Eu confio nela. E penso que tenho muita sorte de ter uma mulher tão diligente como esposa”.
“Quando percebi que o meu negócio tinha estabilizado, decidi juntar-me a um grupo de mulheres de ajuda mútua conhecido como Kaasya Production Group – que faz parte da Associação de agricultoras de Mbiuni”, disse Mbithe. A associação é composta por 16 mulheres com um total de 750 pequenas agricultoras da semi-árida região de Ukambani, no leste do país. O grupo colabora com uma ONG conhecida como a Formação Inades – uma ONG pan-africana que encoraja grupos a poupar colectivamente para apoiar membros individuais com empréstimos. Mbithe ainda não pediu o seu primeiro empréstimo. “Tenho acumulado as minhas contribuições e muito em breve poderei pedir um empréstimo para expandir o meu projecto”.O exemplo de Mbithe apoia as conclusões de um estudo da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) que sugere que se as mulheres tivessem acesso a alguns recursos como os homens têm, os seus rendimentos na agricultura poderiam aumentar em 20 ou 30 por cento. “Mbithe é uma das mulheres que saíram de um estado de pobreza para se tornarem o sustentáculo das suas famílias através de agricultura de pequena escala”, disse Jane Biashara, perita em desenvolvimento comunitário que trabalhou com mais de 60 grupos de agricultoras de pequena escala no Quénia.De acordo com Biashara, a melhor maneira de empoderar as mulheres pobres é mobilizá-las em grupos, onde elas podem angariar fundos e empréstimos a partir das suas contribuições. “Da minha experiência, aprendi que mulheres pobres sentem-se melhor p[egando empréstimos de fundos seus do que de outras organizações. Os juros voltam ao mesmo fundo, evitando perdas”.Ela realça o exemplo da associação à qual Mbithe pertence. O grupo acumulou mais de 70 mil dólares americanos em capital em cinco anos simplesmente pela compra de acções pelos membros no valor de cerca de 6,25 dólares cada.Segundo Judith Musau Mwikali, a tesoureira de Mbiuni, os membros têm o direito de pedir empréstimo à associação, pagando com juros. “Os juros tornam-se um dividendo para o beneficio dos membros do grupo”. Sem um título formal da posse de terra, um obstáculo comum para mulheres que procuram crédito, a associação resolve este problema procurando três avalistas, também membros do grupo a que pertencem. O montante do empréstimo que os membros podem pedir é também limitado pelo número de acções que ela tem na associação.“Nós usamos os membros como garantia simplesmente porque na maioria dos casos as mulheres não têm propriedades que podem dar como garantia para um empréstimo. Isto significa que se alguém não consegue reembolsar um empréstimo recorremos às suas acções”, disse Musau.
Concorrendo com agências de publicidade de mais 11 países africanos, a GOLO foi a mais premiada no evento promovido pela multinacional de publicidade Draft FCB esta semana em Joanesburgo.A GOLO foi a Joanesburgo participar nos “Africa Creative Excellence Awards”, e arrecadou 3 prémios em 3 diferentes categorias: outdoor, imprensa e marketing directo.As campanhas para o MMS da Vodacom e para a marca Dentyne tiveram destaque especial, refere um comunicado da mais antiga agência de publicidade do País.

A nova face da IURD

Em tempos, a igreja desempenhava um papel essencial na sociedade humana. Era a primeira instituição, antes da escola e dos pais a colocar uma educação rígida ao indivíduo, de como viver em harmonia com o seu meio através de valores e princípios morais. O culto ao senhor dos exércitos, ao Deus criador do céu e da terra, de acordo com o livro sagrado dos cristãos, foi substituído pelo culto ao materialismo. O valor das pessoas passou de uns tempos para cá a ser medido pela riqueza material. Em outras palavras, já não é o conteúdo do carácter do indivíduo que define a sua personalidade, mas aquilo que ele tem, como bem, disse uma vez o reverendo Martin Luther King. E a pobreza hoje é vista como uma maldição diabólica e não como resultado de vários fenómenos sociais. O dinheiro envolvido na construção desta majestosa obra vem provar que a IURD é uma igreja de massas e, sem dúvidas, que deve ser reconhecida como uma mega-empresa. É injustificável que num país pobre como Moçambique, que carece dos componentes básicos para oferecer as suas populações se dê o luxo de permitir que obras desta natureza floresçam de forma natural. Esta igreja não só espelha uma contradição social, num momento de crise, como também representa a ascensão de uma classe a outra. Ela vai, aos poucos, demarcar o tipo de crentes que realmente procura. Num mundo capitalista, lucrar é a ordem do dia. Já acontece com as escolas, hospitais, agências funerárias e o mesmo está a acontecer com as igrejas. Prova disso são os constantes marketings publicitários de algumas igrejas evangélicas que aparecem um pouco por todos os canais de televisão e rádio prometendo milagres e soluções para todos os problemas. Assim é a igreja do século XXI. Vivemos numa fase de completa revolução na igreja cristã. Estamos a testemunhar o fim da igreja que profere a moral e vemos o nascer de uma nova igreja, aquela que profere o amor e a luta pelo material. No lugar de procurar a paz espiritual, as pessoas vão a igreja a procura de enriquecer na vida. Uns até esquecem-se que para garantir uma vida melhor é necessário, antes de tudo, trabalho. É trabalhando arduamente que se consegue vencer as batalhas da vida e não importa quão fé o ser humano tenha. A base principal de uma igreja são os crentes. São estes últimos que devem definir os parâmetros em que a igreja deve se constituir. Se a igreja funciona fora desses parâmetros então são os próprios crentes que devem levantar a voz e condenar. Caso contrário, surgirão mais igrejas como a IURD que se impõem sobre os crentes, definindo os sacrifícios dos seus fiéis com base no capital. (Tomás Quedarem)

quarta-feira, março 23, 2011

Lucros

Os lucros da empresa Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM) quase triplicaram em 2011, comparativamente ao ano anterior, indicam os dados apresentados hoje, em Maputo, pelo Presidente do Conselho de Administração da Empresa (PCA), Rosário Mualeia.Em 2010, os CFM registaram um lucro (antes do imposto) calculado em cerca de 1,5 milhões de meticais, contra os 552,9 mil meticais em 2009.Segundo Mualeia, este resultado deve-se, principalmente, ao aumento dos proveitos do tráfego em 79 por cento, do manuseamento portuário 57 por cento, e incremento dos proveitos resultantes das concessões 55 por cento.“Trata-se de resultados bastante positivos e encorajadores. A sua manutenção e melhoramento contínuo passam pela adopção de um maior rigor nos processos de facturação dos serviços prestados pela cobrança permanente de receitas, utilizando todos os mecanismos instruídos” disse Mualeia.No ano passado, a empresa registou um crescimento de 11,3 por cento no sector portuário, tendo manuseado 14 milhões de toneladas métricas, contra 12,6 milhões registadas em 2009.Na área ferroviária, os CFM transportaram 5,3 milhões de toneladas líquidas, contra 4,6 milhões de 2009, o que representa um crescimento de 15 por cento.Mualeia apresentou estes dados durante a cerimónia de abertura do XV reunião anual de directores da empresa CFM realizada e que tinha com objectivo de fazer o balanço das actividades desenvolvidas no plano comercial, operacional e financeiro, bem como definir estratégias de desenvolvimento do sector ferro-portuário.O Fórum de directores reúne anualmente todos os membros do Conselho de Administração, Directores Executivos e de Função, quadros da instituição e representantes comerciais dos CFM no exterior.

Telex da Assembleia da República...

Gestores e dirigentes de empresas públicas estatais ou comparticipadas pelo Estado poderão não ser elegíveis para deputados da Assembleia da República, o parlamento moçambicano, caso seja adoptada uma proposta nesse sentido.O objectivo da proposta é alargar as incompatibilidades de exercício das funções de membro do mais alto órgão do poder legislativo no país.O facto foi revelado última Segunda-feira, em Maputo, pelo Presidente da Comissão da Administração Pública, Poder Local e Comunicação Social, Alfredo Gamito, quando solicitado a dar o ponto de situação da revisão da legislação eleitoral.“Existe uma proposta de alargar as incompatibilidades para a eleição de deputados da AR para os gestores de empresas públicas, estatais, entre outras ligadas ao Estado. Porém, o proponente ainda não apresentou uma fundamentação consistente”, afirmou Alfredo Gamito, citado pela edição de hoje do jornal “Noticias”.A fonte referiu ainda haver outras matérias que polarizam os trabalhos da comissão, nomeadamente as etapas do apuramento dos dados eleitorais para a eleição do Presidente da República e dos deputados do parlamento.Segundo ele, estão na mesa de discussão duas propostas sobre esta matéria. A primeira defende a realização de um apuramento no actual modelo, isto é, a partir da mesa de votação, passando pelos níveis distritais e provinciais, terminando a nível central ou nacional. A segunda proposta defende a eliminação do apuramento provincial, pois, considera-se que tal não faz sentido. “Portanto, haveria o apuramento na mesa e no distrito e a província apenas serviria de organizador do expediente para o canalizar aos órgãos centrais. Pensa-se que com esta inovação o país ganharia entre 10 e 15 dias na realização das operações do apuramento geral”, explicou Gamito.O deputado não quis revelar os autores de tais propostas, afirmando que a comissão optou por divulgar as matérias em discussão sem se referir sobre os proponentes das sugestões, como forma de criar mais coesão e harmonia no seio do grupo.Por outro lado, Gamito deu a conhecer que a comissão está já na parte final do trabalho da revisão da Lei 7/2007, sobre a eleição do Presidente da República e dos deputados da Assembleia da República.“Há procedimentos para a eleição do PR que já foram adoptados. Se se mantiverem as divergências até agora existentes, iremos adoptar os procedimentos anteriores, ou seja, que constam da actual legislação”, explicou a propósito da falta de consenso ainda prevalecente em alguns artigos, que não especificou.

Queda de Sócrates preocupa Guebuza

A diplomacia moçambicana está a acompanhar até que ponto esta situação pode influenciar a política e economia do 'nosso parceiro', numa altura em que Portugal enfrenta grandes desafios, segundo a mesma fonte.'Naturalmente, estamos atentos. Temos relações privilegiadas com Portugal. O que está a acontecer neste momento é uma situação que tem de ser seguida atentamente', sublinhou Miguel Mkaima, embaixador de Moçambique,em Portugal.Segundo o diplomata, as relações económica entre os dois países dependem do comportamento da crise económica e financeira mundial que traz consequências negativas tanto para Moçambique como para Portugal.Independentemente do que vier a acontecer em Portugal, Mkaima defende o reforço da cooperação como uma das alternativas para o crescimento da economia, não só com Moçambique mas também com outros países da CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa).'Espero que a crise política não constitua um transtorno na dinâmica das nossas economias’, sublinhou o embaixador de Moçambique em Portugal. José Sócrates já reafirmou que se demitirá se as medidas de austeridade forem chumbadas, acusando o PSD, maior partido da oposição, de ser responsável pela actual crise política.

ALGUNS DADOS CONTIDOS NO PEC

Petróleo mais caro, economia a recuar e desemprego a subir. O Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC 4), entregue pelo Governo na Assembleia da República, traça um cenário propício à austeridade e revê para pior as previsões do Orçamento do Estado para 2011.O PEC 4 aponta para uma taxa de desemprego de 11,2 por cento, um valor recorde. O Governo também recuou significativamente nas previsões para a economia: no Orçamento do Estado (OE) para 2011, falava em crescimento de 0,2 por cento; no PEC 4, fala em recuo de 0,9 por cento.Outro dado saliente do PEC tem que ver com o preço do petróleo. O Governo prevê agora que o barril de 'brent' ronde os 107,2 dólares em 2011, quando no Orçamento do Estado apontava para um valor abaixo dos 80 dólares.A previsão para as exportações aponta para um crescimento de 5,6 por cento, mas apenas 4 por cento em 2014 (o crescimento em 2010 foi 8,7 por cento). Já as importações devem cair 1,1 por cento.Prevê-se também uma alteração das políticas do BCE (Banco Comercial Europeu), com a subida das taxas de referência e a existência de condições de financiamento mais restritivas da economia portuguesa.Nas previsões macroeconómicas do Governo, está previsto um aumento da inflação, quebra da produtividade e quebra do consumo privado, que só deve começar a recuperar em 2014. Já o desemprego prevê-se que comece a diminuir já no próximo ano.Para os próximos três anos, o Governo prevê um aumento da receita fiscal em 1,4 pontos, graças à redução das deduções e benefícios fiscais e às alterações as taxas reduzida e intermédia do IVA. Prevê também uma redução da despesa no mesmo valor, fruto sobretudo dos cortes nas despesas com pessoal e com as prestações sociais. O Executivo compromete-se ainda a suprimir 15 por cento dos cargos de chefia na Função Pública este ano, ou seja, 991 cargos dirigentes.
A atriz inglesa Elizabeth Taylor, famosa por seus hipnotizantes olhos violeta e pelos oito casamentos, além de uma extensa filmografia, morreu nesta quarta-feira aos 79 anos, segundo um comunicado."Atriz lendária, mulher de negócios e ativista sem medo, Elizabeth Taylor faleceu de maneira tranquila hoje no Hospital Cedars-Sinai de Los Angeles", afirma o comunicado."Ela estava cercada pelos filhos - Michael Wilding, Christopher Wilding, Liza Todd e Maria Burton", acrescenta o texto, que também lembra que ela tinha 10 netos e quatro bisnetos."Minha mãe era uma mulher extraordinária, que viveu a vida ao máximo, com uma grande paixão, humor e amor", afirmou Wilding."Seu trabalho cinematográfico notável, sua bem sucedida carreira como empresária e sua luta incansável contra o HIV/Aids, tudo isso faz com que fiquemos extremadamente orgulhosos do que ela conseguiu", acrescentou."Todos sabemos que o mundo é um lugar melhor porque minha mãe viveu nele. Seu legado jamais morrerá, seu espírito estará sempre conosco e seu amor viverá em nossos corações", concluiu Wilding.

Partículas radioativas detectadas na Islândia


Entenda o acidente nuclear no Japão. Infografico mostra o acidente nuclear em Fukushima. Clique aqui para conhecer as usinas nucleares no Japao, explosoes nos reactores e como funciona um reactor nuclear.

terça-feira, março 22, 2011

Mais 1.700 para a conta

O distrito de Mueda, localizado na província de Cabo Delgado, extremo Norte de Moçambique, já consome energia eléctrica da rede nacional gerida pela empresa pública Electricidade de Moçambique (EDM).Segundo um comunicado da EDM, a ligação ocorreu no passado dia dez de Março e vai beneficiar perto de 1.700 consumidores.A electrificação daquele distrito está orçada em pouco mais de 8 milhões de dólares, num projecto financiado pelo Banco Islâmico para o Desenvolvimento.As obras, iniciadas em Julho de 2009, foram executadas pela Electrotec.Mueda é um distrito com importância histórica para Moçambique, uma vez que foi onde, a 16 de Junho de 1960, cerca de 600 moçambicanos foram assassinados pelo colonialismo português quando pacificamente exigiam a independência nacional.

Ladrão com formação superior

A Policia mocambicana (PRM) acaba de deter, na cidade de Maputo, a capital moçambicana, três indivíduos que integravam um grupo de seis jovens que se dedicavam ao assalto e roubo de viaturas de marca “SPACIO” conduzidas por senhoras.Pedro Cossa, porta-voz do Comando geral da Policia, disse que os assaltantes seguiam as suas vítimas ate um local isolado, onde, com recurso a um brinquedo tipo arma, molestavam as condutoras e roubavam as viaturas.Entre os três assaltantes que foram detidos graças a uma denuncia popular, esta um jovem que fez formação superior na Africa do Sul. Os outros três membros deste grupo continuam foragidos e a polícia está a fazer diligência para a sua captura.Sobre a situação criminal, Cossa disse que, durante a semana de 12 a 18 de Marco corrente, foram registados 185 casos criminais, dos quais 150 foram esclarecidos.Dos casos registados, 112 foram contra propriedade, 61 contra pessoas, com destaque para ofensas corporais e homicídios voluntários e 12 contra a ordem e tranquilidade públicas.A polícia conta que dos crimes registados particular destaque vai ainda para três casos de violação e sequestro de menores, ameaças de morte, porte ilegal de arma de fogo, roubo de viatura, ofensas corporais, roubo de gado, homicídios, entre outros. Ainda no âmbito criminal, Pedro Cossa disse que foram detidos, durante o tempo em apreço, 1500 indivíduos, dos quais 869 por violação a fronteira, 486 por migração ilegal e 187 por pratica de crimes de delito comum.

"é gooooooooooolooooooo"

Ficou para a história da rádio em Portugal o seu "é gooooolooo", que gritou pela primeira vez num Benfica-Porto no final dos anos 40.Artur Agostinho, radialista, apresentador, jornalista desportivo e antigo diretor do jornal "Record", de que era colunista, faleceu hoje no hospital de Santa Maria, em Lisboa, onde estava internado há uma semana.Era também ator, tendo participado nos filmes "Cais do Sodré" (1946), "O Leão da Estrela" (1947), "Capas Negras"(1947), "Cantiga da Rua" (1950), "Sonhar é Fácil" (1951), "O Tarzan do 5º Esquerdo" (1958), "Dois Dias no Paraíso"(1958), "O Testamenhto do Senhor Nepomuceno"(1997), "A Sombra dos Abutres" (1998) e "Perfeito Coração" (2009).Artur Agostinho era também publicitário e escritor. Comunicador nato e um dos rostos mais populares da sua geração, foi agraciado em dezembro pelo Presidente Cavaco Silva com a Comenda da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada, numa cerimónia no Palácio de Belém. Em 2005, deu nome a um prémio criado pelo "Record" destinado a distinguir protagonistas do desporto. Artur Agostinho entregou pessoalmente o troféu a Pauleta (2005), Scolari (2006), Rui Costa (2007), Cristiano Ronaldo (2008), Luís Figo (2009) e José Mourinho (2010)."Flash-back- Uma história da vida real" é o título do seu último livro. Artur Agostinho apresentou-o no início do mês em curso, poucas semanas antes de morrer.

segunda-feira, março 21, 2011

Dá gosto!

Quatro quilómetros de estrada acabam de ser asfaltadas na vila municipal de Alto-Molócuè, na província central da Zambézia, diminuindo, assim, o nível de poeira que outrora se registava naquela autarquia. De acordo com Jeremias Cipriano, vereador da Educação, Juventude e Desportos, no Conselho Municipal de Alto-Molócuè, as obras executadas pela empresa de construção civil CMC África Austral, contaram com o financiamento do Governo central. A proposta inicial era de nove quilómetros de estradas, mas, “pela insuficiência de fundos, apenas foi possível a asfaltagem de quatro”.A mesma fonte anunciou que durante o ano passado a edilidade chefiada por Sertório Fernando, construiu e apetrechou uma morgue no hospital rural local, construiu três salas de aulas para a redução do número de crianças que aprendem a ler e a escrever ao relento, abriu 4,2 quilómetros de estradas peri-urbanas, as quais não eram transitáveis, sobretudo em épocas chuvosas.O vereador disse que ainda no ano passado foi aberto um terminal de transporte de passageiros. Referiu, no entanto, que se encontra ainda em acabamentos. Para o presente ano, anunciou que constituem grandes desafios a construção de dois pequenos sistemas de abastecimento de água, com o propósito de minimizar o problema da falta de água naquela autarquia, enquanto não acontece um anunciado grande projecto da construção de um sistema que consiga suportar os níveis de procura da água em Alto-Molócuè.No ano passado, por exemplo, diz que foram construídos cinco furos para abastecimento de água e igual número de poços.Quanto a receitas do município diz que rondam duzentos mil meticais em média mensal. Alega que cresceram devido à intervenção da Polícia Municipal que “ajuda nas cobranças e a sensibilização dos munícipes”.

"Não apostem em cavalo perdedor"

O director dos Serviços de Educação Juventude e Tecnologia (SEJT), da cidade de Nampula, Augusto Tauancha, teceu duras críticas aos jovens que tendem a aderir aos movimentos político-partidários diferentes da Frelimo, partido no poder. Tauancha falava à margem de um debate sobre a participação dos jovens nos fóruns de tomada de decisão, promovido pelo Conselho Provincial da Juventude em Nampula, decorrido no último fim-de-semana na chamada capital do Norte.Para persuadir os jovens a aderirem a Frelimo, Tauancha passou em revista a sua experiência enquanto jovem da chamada “Geração 8 de Março”, tendo afirmado que lhe confiada a administração e gestão de duas missões algures nos distritos de Ribáuè e Lalaua.Sobre o encontro, o director dos SEDJ da cidade de Nampula avançou que “é sempre importante encontrar momentos para a reflexão dos problemas da juventude” e disse aos jovens que “estão a receber testemunho para darem continuidade, por isso devem ver como o receber e ao que vão dar continuidade”. (Aunício da Silva)

sábado, março 19, 2011

Obama no Brasil

Antes de embarcar para o Brasil, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, concordou em dar uma entrevista exclusiva a VEJA. Obama pediu que ela fosse feita por escrito. A revista enviou-lhe catorze perguntas e ele escolheu nove para responder. Entre as questões excluídas estavam algumas de cunho pessoal, como a que pedia as impressões do Brasil que lhe ficaram gravadas na memória quando, na juventude, assistiu, ao lado de sua mãe, à fita Orfeu Negro, de 1959, filmada durante o Carnaval do Rio de Janeiro. Obama também preferiu evitar uma pergunta bem-humorada: “De que adianta ser o homem mais poderoso do planeta se não pode fumar um cigarrinho no Jardim das Rosas, na Casa Branca?”. Ele, no entanto, não se furtou a comentar o que espera do julgamento que os historiadores farão de seu governo daqui a 100 anos. Confira a seguir trechos da entrevista, cujas respostas foram enviadas a VEJA horas antes do embarque para Brasília na base aérea de Andrews, em Washington.

Primeiro, a pergunta que não quer calar: os Estados Unidos estão mesmo em declínio ou é sua posição relativa que parece menos importante pela ascensão de outros países? Não estamos em declínio. Ao contrário. Nossos melhores dias ainda estão por vir. Os fundamentos dos Estados Unidos permanecem sólidos — a produtividade do trabalhador americano, o espírito inovador dos nossos empreendedores e empresas, a excelência das nossas universidades, que atrai estudantes de todas as partes do mundo, e a missão dos nossos homens e mulheres de farda, que garantem a segurança e a estabilidade internacionais. Além disso, em um momento em que enfrentamos desafios comuns, como crescimento econômico, mudança climática e a não proliferação de armas nucleares, as relações entre as nações não precisam ser um jogo de soma zero. É do interesse americano que mais países venham a contribuir para a segurança e a prosperidade globais. Essa é a razão pela qual não apenas aceitamos a ascensão de países como o Brasil, mas achamos que é bem-vinda.

Nas últimas semanas, o arcabouço que sustentava os interesses dos Estados Unidos numa região vital como o Oriente Médio simplesmente se desmanchou. O governo americano acompanhou tudo com estridente silêncio. Foi estupor, prudência ou receio de piorar mais as coisas caso se pronunciasse? Os acontecimentos no Oriente Médio trazem desafios e oportunidades históricas para os Estados Unidos e, mais significativamente, para os povos da região. Desde o início, nosso comportamento se baseou num conjunto de valores fundamentais. Somos contra a violência e a repressão. Buscamos promover um conjunto de valores universais, que incluem liberdade de expressão, de reunião e de voto. Apoiamos mudanças políticas que promovam sociedades mais arejadas e governos mais permeáveis às aspirações dos seus povos. Desde o começo dos movimentos por mudança no Oriente Médio e no norte da África, temos defendido esses valores sem cessar e vamos continuar a fazê-lo. Mas é importante considerar que são movimentos nacionais, que surgiram de dentro. Não cabe aos Estados Unidos impor mudanças. Os povos da região é que estão lutando por seus direitos universais, e isso é positivo.

Carinho substituí arrogância. Porque será?

O Comandante Geral da Polícia da República de Moçambique (PRM), Jorge Khalau, apelou hoje os seus agentes para tratarem a população com respeito e carinho, na procura de solução para os seus problemas.Khalau lançou o apelo no encontro com as comunidades do distrito municipal 'Ka Hlamankulu' sobre prevenção e combate a criminalidade, havido hoje no bairro de Jardim, arredores da cidade de Maputo.'Quando um cidadão vai apresentar uma queixa na esquadra, o oficial de permanência nunca deve dizer não tenho carro', disse o Comandante-geral, acrescentando que 'as esquadras devem ser como os postos de saúde, onde se tratam as pessoas com carinho'.Segundo Khalau, no caso de a esquadra não tiver nenhuma viatura disponível no momento da queixa, o oficial de permanência deve comunicar a unidade policial mais próxima, e pedir o cidadão queixoso para aguardar pacientemente.'A Polícia e a comunidade devem trabalhar juntos para que os criminosos não tenham espaço', disse ele, sublinhando que esta actividade deve acontecer todos os dias.Na sua intervenção, Khalau também apelou a população para ser mais vigilante para com os criminosos e denunciar todos os casos de crime na esquadra mais próxima.'A Polícia deve conviver com a população, porque, as vezes, a população conhece e sabe donde são os criminosos e assim pode ajudar as autoridades no combate ao crime. As vezes, os criminosos são nossos filhos. Temos que denunciar esses nossos filhos, para a Polícia poder corrigir esses comportamentos', sublinhou.No mesmo encontro, a PRM anunciou a revitalização do Centro de Policiamento Comunitário, órgão que agora passa a chamar-se Conselho Comunitário de Segurança (CCS), apesar de continuar com a mesma missão de combater a criminalidade nos bairros através de uma força que integra membros da comunidade liderados pela PRM.Na cidade de Maputo já existe um CCS e espera-se que seja modelo para o surgimento de outros órgãos de género em diversos outros pontos do país.O CCS existente em Maputo e cobrirá o distrito municipal Ka Hlamankulu. Refira-se que Jardim é considerando um dos bairros mais tranquilos da capital moçambicana, segundo se fez saber no encontro de hoje.
Moçambique é um dos mercados internacionais onde o grupo económico português Mota-Engil prevê a subida de negócios e de rentabilidade para 2011.Jorge Coelho, CEO da companhia, diz que em Moçambique a empresa vai passar de 58 milhões de euros de facturação para cerca de 150 milhões de euros durante este ano. Neste momento, a empresa Mota-Engil já embarcou num processo para a mobilização de meios para a construção da nova ponte sobre o rio Zambeze, na cidade de Tete, capital da província do mesmo nome, no Centro de Moçambique. Paralelamente, decorrem os trabalhos geológicos, para a construção da referida ponte orçada em cerca de 70 milhões de euros.O arranque das obras deverá ocorrer antes do final do corrente ano.Arnaldo Madaleno, responsável da Mota-Engil, disse, recentemente, ter sido realizado grande parte do trabalho geológico para detectar a camada rochosa onde irão assentar as bases dos pilares da ponte, que ligará a cidade de Tete à vila carbonífera de Moatize. Madaleno frisou que “neste momento, estamos num processo de mobilização de meios para se poder iniciar os trabalhos de construção da ponte”, um projecto de grande envergadura financiado pelo Governo de Moçambique e seus parceiros de cooperação.A nova ponte vai ajudar a descongestionar o tráfego rodoviário na ponte Samora Machel e contribuir para o aumento da capacidade de escoamento de mercadorias para os países vizinhos, particularmente o Malawi e a Zâmbia, bem como para o porto da Beira.As autoridades governamentais moçambicanas consideram a nova ponte sobre o Zambeze, “uma importante infra-estrutura que se enquadra nos esforços do Executivo para viabilizar os investimentos que estão a ser feitos na província de Tete”.Para além de Moçambique, o grupo Mota-Engil tem como novos 'dives' de crescimento internacional os mercados da Polónia, na Europa, e Perú, na América do Sul, segundo Jorge Coelho citado pela imprensa lisboeta desta sexta-afeira.Segundo a mesma fonte, o grupo prevê um volume de negócios consolidado para 2011 a crescer acima dos 10 por cento. A área internacional vai suportar esta subida de negócios e de rentabilidade, com cerca de 64 por cento da área de engenharia e construção a ser originada pelo exterior.