segunda-feira, fevereiro 17, 2020
domingo, fevereiro 02, 2020
Governo Chines realista
A diplomacia chinesa apelou esta
quinta-feira (30) aos estrangeiros que estudam no país para não regressarem às
universidades "sem aviso prévio", face ao novo coronavírus detectado
em Wuhan e a procurarem cuidados médicos caso apresentam sintomas do vírus.
Em comunicado, o Gabinete de Missões
Estrangeiras do Ministério dos Negócios Estrangeiros aconselha os estudantes
que viajam na China a "cumprir as medidas de prevenção e controlo
adoptadas pelas autoridades locais" e a manter contacto com as
instituições de ensino para obter informações sobre o início das aulas.
"Os estudantes internacionais que
estão actualmente nos seus países de origem para as férias de inverno ou que
têm previsto matricular-se na primavera, devem manter contacto com as suas
instituições de ensino para obter as informações mais recentes sobre o início
das aulas", explica o Governo chinês.
O novo coronavírus, detectado em
Dezembro passado na capital da província de Hubei, centro da China, já provocou
a morte de pelo menos 170 pessoas no país asiático e infectou mais de 7.700
outras.
A nota ministerial recomenda ainda aos
estudantes estrangeiros que sigam "rigorosamente os regulamentos e instruções
locais de prevenção e controlo emitidos pelas suas instituições de
ensino".
"Para quem regressa mais cedo à
China contra as indicações escolares e não consegue deslocar-se até à
universidade devido a restrições de transporte, entre em contacto com a
instituição de ensino e a embaixada na China para obter ajuda", acrescenta
o comunicado.
Além do território continental da China,
foram reportados casos de infecção em Macau, Hong Kong, Taiwan, Tailândia,
Japão, Coreia do Sul, Estados Unidos, Singapura, Vietname, Nepal, Malásia,
Austrália, Canadá, Alemanha, França (primeiro país europeu a detectar casos),
Finlândia, Índia, Filipinas, Camboja e Emirados Árabes Unidos.
sábado, fevereiro 01, 2020
Coronavírus
A Organização Mundial de Saúde (OMS)
declarou esta quinta-feira "uma situação de emergência de saúde pública de
âmbito internacional" relativamente ao novo coronavírus, que teve origem
na cidade de Wuhan, província de Hubei, centro da China.
Este anúncio desbloqueia, finalmente, um
pacote de medidas de prevenção e coordenação à escala mundial."Declaramos
que temos uma situação de emergência de saúde pública de âmbito
internacional em relação ao novo coronavírus. Não tem a ver com o que está a
acontecer na China, mas pelo que está a acontecer noutros países, por causa do
potencial para se espalhar", disse o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom
Ghebreyesus, que elogiou amplamente as autoridades chinesas e a capacidade de
resposta ao surto viral."Não se trata de um voto de desconfiança em
relação à China", frisou, agradecendo ao país a cooperação mantida desde o
início do surto."O número de casos fora da China tem-se mantido
relativamente pequeno", explicou a agência internacional, explicando que
existe registo de "98 casos em 18 países fora da China".
O comité acrescentou que não há razão
para restringir as viagens de avião por causa do vírus e sublinhou que as
restrições à circulação de pessoas e bens podem ser ineficazes, perturbar a
distribuição de ajuda e ter "efeitos negativos" na economia dos
países atingidos.Uma emergência de saúde pública internacional supõe a adopção
de medidas de prevenção e coordenação à escala mundial.
Para a declarar, a OMS considera três
critérios: uma situação extraordinária, de risco de rápida expansão para outros
países e de resposta internacional coordenada.A emergência de saúde pública
internacional foi declarada para as epidemias da gripe H1N1, em 2009, dos vírus
Zika, em 2016, pólio, em 2014, e do Ébola, que atingiu uma parte da África
Ocidental, de 2014 a 2016, e a República Democrática do Congo, em 2018.
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